Um consórcio formado por Afonso França e Astra venceu o leilão de uma Parceria Público-Privada para gerir a infraestrutura de 107 escolas municipais em Porto Alegre. O projeto inclui a reforma de 97 unidades existentes e a construção de dez novas, com duração de 20 anos e investimento estimado em R$ 4,7 bilhões.
Em 10 de dezembro de 2025, Porto Alegre realizou o primeiro leilão de uma Parceria Público-Privada (PPP) para a gestão integrada da infraestrutura educacional de sua rede municipal. O consórcio vencedor, composto pelas empresas Afonso França e Astra, assumirá a reforma e manutenção de 97 escolas existentes, além da construção de dez novos centros de educação infantil, fundamental, médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos).
A concessionária ficará responsável por investimentos em infraestrutura e atividades de apoio, como manutenção predial, limpeza, portaria e gestão de resíduos. No entanto, o projeto pedagógico, a gestão de professores e a alimentação escolar permanecerão sob controle da Prefeitura, liderada pelo prefeito Sebastião Melo (MDB). O contrato, com duração de 20 anos, prevê R$ 912 milhões em obras e modernização, totalizando um valor global de R$ 4,7 bilhões.
Essa iniciativa marca a primeira vez que uma capital brasileira concede à iniciativa privada a gestão de sua rede de educação básica dessa forma. O modelo se assemelha à PPP adotada pelo estado de São Paulo, sob o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que foca na construção de 33 novas escolas com investimentos de R$ 2,1 bilhões em 25 anos. Lá, metade das unidades deve ser entregue em 2026 e o restante até 2027, após uma suspensão judicial temporária liberada pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso.
A medida busca melhorar a infraestrutura escolar em Porto Alegre, mas levanta debates sobre o equilíbrio entre eficiência e controle público na educação.