A Rede de Execução de Crimes Financeiros (FinCEN) dos EUA emitiu uma emenda permitindo transferências de fundos necessárias para que o México liquide o CIBanco, acusado de lavagem de dinheiro. A decisão ocorre após o pedido voluntário do banco para revogar sua licença bancária. O Instituto de Proteção à Poupança Bancária (IPAB) confirmou o processo para o pagamento de obrigações garantidas.
O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que, a partir da publicação da emenda no Registro Federal, as transferências de fundos anteriormente proibidas passam a ser autorizadas caso sejam incidentais e necessárias para que o governo do México liquide o CIBanco.
"Todas as transferências de fundos proibidas pela ordem anterior, mas que sejam incidentais e necessárias para o governo do México liquidar o CIBanco, estão autorizadas", informou o comunicado oficial. Duas condições se aplicam: o liquidante designado deve considerá-las estritamente necessárias, e elas não devem violar outras leis.
Em junho de 2025, a FinCEN designou o CIBanco como uma "preocupação primária de lavagem de dinheiro" ligada ao tráfico ilícito de opioides, por prestar serviços a cartéis incluindo o Cartel do Golfo, os Beltrán-Leyva e o Cartel de Jalisco Nova Geração. As proibições de transferência entraram em vigor em 20 de outubro de 2025, após dois adiamentos.
O CIBanco solicitou à CNBV a revogação voluntária de sua autorização bancária múltipla após o Multiva adquirir seu negócio fiduciário em setembro. O IPAB informou que as autoridades revogaram a licença e aprovaram o pagamento das obrigações garantidas.