Illustration of Banco Master bank involved in R$2.8 billion remittances to a firm probed for PCC and Hezbollah money laundering, sealed by Central Bank agreement.
Illustration of Banco Master bank involved in R$2.8 billion remittances to a firm probed for PCC and Hezbollah money laundering, sealed by Central Bank agreement.
Imagem gerada por IA

Banco Master realizou R$ 2,8 bi em câmbio para empresa ligada ao PCC

Imagem gerada por IA

O Banco Master, quando ainda chamado Máxima, efetuou remessas de US$ 531 milhões, equivalentes a R$ 2,8 bilhões, para a One World Services (OWS), empresa investigada por lavagem de dinheiro para o PCC e o Hezbollah. As transações ocorreram entre dezembro de 2018 e abril de 2021, com indícios de irregularidades na documentação. O banco firmou acordo com o Banco Central, que encerrou a apuração administrativa sem reconhecer irregularidades.

A Polícia Federal investiga a One World Services (OWS), uma companhia brasileira de venda direta de criptoativos, por suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC e o grupo terrorista Hezbollah. Durante a Operação Colossus, deflagrada em 2022 com desdobramentos em 2024 e 2025, as autoridades rastrearam movimentações de R$ 60 bilhões, incluindo R$ 8 bilhões em operações de câmbio.

No caso do Banco Master, então Máxima, houve 331 operações de câmbio justificadas como aumento de capital de uma offshore da OWS em Miami. No entanto, o banco entregou apenas 15 atas societárias ao Banco Central, apesar de a regra da época exigir documentação para cada transação. As atas apresentavam indícios de fraude, como múltiplas no mesmo dia ou em datas consecutivas, digitalizadas com minutos de diferença, segundo relatório da PF.

"As apurações sobre esse tema foram objeto de acordo firmado com o BC, que encerrou o caso no âmbito administrativo, sem reconhecimento de irregularidade", informou o Master em nota. A PF alega que oito instituições, incluindo o Master, "de forma deliberada fecharam os olhos para a realidade de seus clientes", incompatível com os valores transacionados.

As operações ocorreram entre dezembro de 2018 e abril de 2021, período em que Daniel Vorcaro assumiu o controle do banco em 2018, com aprovação do BC em agosto de 2019. A OWS, um OTC (over-the-counter) de criptomoedas com menos regulamentação, pertence aos irmãos José Eduardo, Adriano e Renato Froes. Entre os clientes, destaca-se Dante Felipini, o "criptoboy", que enviou mais de R$ 700 milhões à OWS e foi condenado a 17 anos de prisão em 2025 por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A defesa de Felipini afirma que a Justiça derrubou a acusação de financiamento ao terrorismo. Em 31 de dezembro de 2022, o BC dispensou a obrigatoriedade de documentação para operações de câmbio no exterior, o que facilitou o acordo com o Master. Outros bancos, como Topázio e MS Bank, encerraram relações com a OWS por falta de documentação adequada.

O escândalo do Banco Master tem ramificações políticas, como o pedido de suspensão da nomeação de Otto Lobo à CVM no TCU, por suposta atuação favorável ao banco, e pressões por CPIs no Congresso.

Artigos relacionados

Illustration of R$1.1M bank transfer from Banco Master to firm owned by father of Lula's ex-ports minister, amid Senate organized crime probe.
Imagem gerada por IA

Banco Master transferred R$1.1 million to firm of Lula's ex-minister's father

Reportado por IA Imagem gerada por IA

Banco Master transferred R$1.1 million to RI Consulting, the firm of former deputy Silvio Costa, father of ex-ports minister Silvio Costa Filho. The data, provided by the Federal Revenue to the Senate's CPI on Organized Crime, was obtained by a news column.

Banco Master, controlled by Daniel Vorcaro, received R$ 39 million from the Brazilian Army between August 2024 and October 2025 for military loan installments. A Coaf report sent to the CPI do Crime Organizado flagged maneuvers to hide the funds' final destination. The Army stated the transfers were legitimate payroll deductions.

Reportado por IA

Banco Master, owned by Daniel Vorcaro, transferred R$ 27.2 million to the Metrópoles portal, owned by Luiz Estevão, from 2024 to 2025 during talks to sell to BRB. Coaf reports flag possible irregularities in the payments, with rapid transfers to companies linked to the former senator. Estevão claims the amounts were for football sponsorships and advertising campaigns.

quinta-feira, 18 de junho de 2026, 07:56h

Federal Police launches operation against Jaques Wagner in Master Case

quinta-feira, 16 de abril de 2026, 12:48h

Ex-BRB president arrested over R$146 million property bribe

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar