Os eleitores da Virgínia foram às urnas nesta terça-feira para decidir uma única questão nas cédulas: se devem alterar a constituição estadual para permitir que a Assembleia Geral trace novos distritos congressuais com o objetivo de 'restaurar a justiça' antes das próximas eleições. Os mapas propostos dariam aos Democratas uma vantagem em 10 das 11 cadeiras do estado na Câmara dos Representantes dos EUA, apesar de Kamala Harris ter obtido menos de 52% dos votos presidenciais na região em 2024. Campanhas de ambos os lados geraram reclamações de confusão devido a anúncios, materiais enviados pelo correio e redações nas cédulas enganosas.
A medida na cédula pergunta: 'A Constituição da Virgínia deve ser alterada para permitir que a Assembleia Geral adote temporariamente novos distritos congressuais para restaurar a justiça nas próximas eleições, garantindo que o processo padrão de redistritamento da Virgínia seja retomado para todos os redistritamentos futuros após o censo de 2030?' Os proponentes, incluindo a governadora democrata Abigail Spanberger e o ex-presidente Barack Obama, enquadram a proposta como uma resposta ao redistritamento liderado por Republicanos em estados como o Texas. Os opositores chamam a medida de gerrymandering extremo em um estado politicamente dividido onde os Democratas ocupam atualmente 6 das 11 cadeiras, o que corresponde aproximadamente à divisão do voto popular sob os mapas existentes, de acordo com análises citadas pelo Daily Wire e reportagens da NPR sobre as preocupações dos eleitores, conforme noticiado inicialmente pela VPM News e afiliadas da NPR. A Presidente Pro Tempore do Senado, Louise Lucas, descreveu a medida como uma retaliação às mudanças de meio de década do Texas, onde Harris recebeu 42% dos votos, mas os Democratas ganharam assentos em 21% dos distritos — uma disparidade menor do que a mudança proposta na Virgínia para 91% de assentos democratas. A confusão dos eleitores dominou a disputa, com grupos como Virginians for Fair Elections (a favor do redistritamento) e Virginians for Fair Maps (opostos) usando nomes semelhantes. Materiais enviados pelo correio apresentavam imagens contraditórias de Spanberger e Obama, enquanto anúncios de TV reutilizaram clipes antigos de Obama criticando o gerrymandering contra o voto 'sim'. Uma eleitora, Randi Buerlein, do Condado de Hanover, descreveu que a exibição na cabine de votação usava a imagem de Spanberger de forma enganosa para dizer 'Não seja enganado'. Outro eleitor, Casey Czajkowski, do Condado de Goochland, chamou a própria linguagem da cédula de enganosa. Dinheiro oculto impulsiona a luta: o lado do 'sim' arrecadou mais de US$ 64 milhões, em grande parte sem divulgação, de grupos como The Fairness Project e House Majority Forward, ligados ao líder da minoria na Câmara dos Representantes dos EUA, Hakeem Jeffries; o lado do 'não' obteve US$ 19 milhões de sua própria organização sem fins lucrativos. A participação na votação antecipada ficou próxima aos níveis das eleições para governador de 2025, segundo o Virginia Public Access Project.