A Câmara de Representantes do Estado de Washington realizou uma audiência pública sobre o Projeto de Lei da Câmara 2112, conhecido como Lei para Manter Nossas Crianças Seguras, que visa restringir o acesso de menores a material sexual online. Apresentado pela Dep. Mari Leavitt, o projeto exigiria que sites com conteúdo prejudicial significativo para menores verificassem a idade dos usuários usando IDs emitidos pelo governo. Críticos levantaram preocupações sobre privacidade e definições vagas na legislação.
O estado de Washington está seguindo uma tendência vista em outras partes dos EUA ao considerar controles mais rigorosos no acesso a sites pornográficos. Em uma data recente, a Câmara de Representantes realizou uma audiência pública para o Projeto de Lei da Câmara 2112, patrocinado pela Dep. Mari Leavitt. Esta medida, apelidada de Lei para Manter Nossas Crianças Seguras, visa “material sexual online prejudicial” para menores de 18 anos, exigindo processos de verificação de idade como IDs digitais ou sistemas que requerem identificação emitida pelo governo. Sob as regras propostas, sites onde mais de um terço do conteúdo se qualifica como prejudicial para menores enfrentariam fiscalização do procurador-geral do estado, incluindo multas civis substanciais por não conformidade. Esta abordagem espelha a lei de verificação de idade do Texas, que entrou em vigor em setembro de 2023 e recebeu apoio da Suprema Corte dos EUA. Durante a audiência, surgiu oposição de várias organizações. Como relatado pelo The Seattle Times, a ACLU, Lavender Rights Project e Northwest Progressive Institute destacaram vulnerabilidades potenciais de privacidade, como riscos de violações de dados, além de problemas com a redação ampla do projeto sobre “material sexual prejudicial para menores”. Esses grupos argumentaram que tais exigências poderiam esfriar a expressão livre e expor usuários à coleta desnecessária de dados pessoais. O progresso do projeto reflete debates nacionais em andamento sobre equilibrar a proteção infantil com os direitos de privacidade dos adultos. Enquanto apoiadores enfatizam a salvaguarda da juventude contra conteúdo explícito, detratores alertam para desafios de implementação e invasão nas liberdades pessoais. A audiência marca um passo inicial, com revisão adicional do comitê esperada.