O Arizona enfrenta graves escassezes de água devido ao secamento do rio Colorado e ao esgotamento dos aquíferos, mas empresas de tecnologia continuam construindo centros de dados e fábricas de chips. Instalações como as da Microsoft, Meta e TSMC expandiram rapidamente, levantando preocupações sobre o uso de água. No entanto, dados atuais mostram que seu impacto no fornecimento de água do estado permanece limitado.
Os problemas de água do Arizona são bem conhecidos, com o rio Colorado encolhendo devido às mudanças climáticas e os aquíferos de água subterrânea diminuindo. Fazendeiros removeram campos de algodão e alfafa, e alguns desenvolvimentos habitacionais foram interrompidos. Apesar disso, o estado viu um aumento na infraestrutura de tecnologia no último ano. Empresas hyperscaler como Microsoft e Meta estão construindo centros de dados para apoiar o boom da inteligência artificial, enquanto a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) investe bilhões em um complexo fabril perto de Phoenix. nnO Arizona agora abriga mais de 150 centros de dados, cada um abrigando milhares de servidores que requerem resfriamento no calor do deserto. Métodos de resfriamento incluem aparelhos de ar-condicionado, tubos de água ou névoas evaporativas, que podem consumir quantidades significativas de água. As estimativas variam, com um centro de dados médio usando de 50.000 a 5 milhões de galões diariamente. Uma análise da Ceres descobriu que os centros de dados de Phoenix usaram cerca de 385 milhões de galões anualmente no último verão, podendo subir para 3,8 bilhões de galões — uma figura equivalente a cerca de 1 por cento do uso residencial local e menos de 0,5 por cento do consumo total de 2024. A agricultura, em contraste, responde por mais de 70 por cento da água do estado. nnO uso industrial de água na área metropolitana de Phoenix permaneceu estável nos últimos anos, com grandes usuários incluindo campos de golfe, usinas elétricas e minas. Em Mesa, onde Apple e Meta operam centros de dados, o uso industrial foi de 6 por cento da água potável em 2024. As empresas enfatizam a eficiência: um porta-voz da Microsoft observou que seus centros resfriados a água no Arizona consomem água apenas acima de 85 graus Fahrenheit e as construções futuras usarão sistemas de zero água. A Meta emprega resfriamento de zero água baseado nas condições locais, e a Amazon afirma que usa água apenas quando necessário. nnA gigafab de US$ 165 bilhões da TSMC requer água equivalente à de 10.000 residências, mas planeja reciclar 90 por cento por meio de plantas de reúso de água. O uso não residencial em Phoenix é 24 por cento do consumo total, subindo apenas 2 por cento desde 2021. Críticos como Kristen James, da Ceres, destacam impactos indiretos da geração de energia, estimando que poderia quadruplicar para 14,5 bilhões de galões anualmente. nnAs respostas locais variam. O prefeito de Buckeye, Eric Orsborn, disse que o desenvolvimento de centros de dados lá foi incontroverso, com a energia agora sendo o principal desafio. Cidades como Mesa e Phoenix limitam o uso industrial e exigem suprimentos suplementares; Mesa ganhou 7.800 acre-feet de grandes usuários. Sarah Porter, da Arizona State University, observou: “Não há um contexto de pânico agora.” Regulamentações garantem que os municípios planejem água para o próximo século, embora especialistas alertem sobre custos de oportunidade para desenvolvimentos futuros.