Mudanças no financiamento da ANID geram preocupação na comunidade científica

A recente alocação de fundos pela Agência Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (ANID) excluiu centros chave como o Centro de Ciência do Clima e Resiliência (CR2), reacendendo debates sobre a política científica do Chile. Essa mudança elimina áreas prioritárias anteriores, como a mudança climática, em meio a alertas de incêndios florestais. Especialistas alertam que o país está perdendo capacidades de pesquisa estratégica.

Em meio a uma semana de alertas de incêndios florestais em várias regiões do Chile, a ANID anunciou financiamento para Centros de Interesse Nacional, excluindo o CR2, um centro líder de pesquisa interdisciplinar sobre mudança climática com mais de 13 anos de avaliações internacionais positivas. Este centro, anteriormente liderado pela ministra do Meio Ambiente Maisa Rojas, competiu sob um novo modelo de financiamento que substitui as 'áreas prioritárias' —como mudança climática ou câncer— por tipologias de projetos, conforme atualização de 2023 à Política de Centros Nacionais pelo Ministério da Ciência.

Pilar Moraga, diretora do CR2 e acadêmica da Universidade do Chile, afirma que 'o efeito concreto dessa mudança é que o Chile agora carece de financiamento estatal para ciência do clima e resiliência'. O projeto recebeu excelentes pontuações de um painel internacional, mas falhou na revisão nacional não científica, sem detalhes públicos sobre as pontuações finais. Sem os 1,2 bilhão de dólares anuais por cinco anos, o centro enfrenta inviabilidade operacional, impactando plataformas de risco climático e suporte a políticas públicas.

Outra exclusão é o Centro de Gerociência em Saúde Mental e Metabolismo (Gero), cujo diretor alterno Cristián González-Billault observa que é 'surpreendentemente notável que o envelhecimento não tenha sido considerado um tema de interesse nacional', dado o rápido envelhecimento populacional e lacunas na expectativa de vida saudável. De 69 candidaturas para esses centros, apenas 11 foram concedidas e três colocadas em lista de espera; no total, de 183 submissões variadas, 29 garantiram fundos.

Casos semelhantes incluem o Centro de Estudos de Conflito e Coesão Social (COES), que após 12 anos destaca seu legado como bem público. Centros concedidos incluem os de solos, bem-estar adolescente e energia solar. Moraga questiona o alinhamento com a Lei-Quadro sobre Mudança Climática, que exige decisões baseadas na ciência disponível, e considera recorrer.

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