A Comissão Federal de Comunicações aprovou a compra da Cox Communications pela Charter Communications por US$ 34,5 bilhões, anunciada em maio de 2025. A fusão combinará os 31 milhões de clientes da Charter com os 6,5 milhões da Cox, criando o maior provedor de internet nos EUA. Autoridades destacam benefícios potenciais como banda larga mais rápida e repatriação de empregos, embora críticos alertem para possíveis aumentos de preços.
A Comissão Federal de Comunicações (FCC) anunciou sua aprovação da fusão entre Charter Communications e Cox Communications em 27 de fevereiro de 2026. A Charter, que opera sob a marca Spectrum, concordou em adquirir a Cox por US$ 34,5 bilhões em maio de 2025. O acordo inclui a Charter herdando os negócios de TI gerenciados, fibra comercial e nuvem da Cox, enquanto integra os serviços de cabo residencial da Cox em uma subsidiária. Isso resultará em uma base de clientes combinada de 37 milhões, tornando a Spectrum o maior provedor de internet do país, superando concorrentes como Comcast e AT&T, Charter 31M, Cox 6,5M, total 37M conforme fonte CNET. Pouca sobreposição geográfica entre os dois provedores significa nenhuma redução imediata na competição para os consumidores, conforme notado pelo analista de telecomunicações Blair Levin, ex-chefe de gabinete da FCC. Levin afirmou: “Nenhum consumidor vai perder uma oferta competitiva que tem atualmente. Não há redução de competição em nenhum mercado geográfico de produto relevante.” O presidente da FCC, Brendan Carr, enfatizou os benefícios em um comunicado: “Ao aprovar este acordo, a FCC garante grandes vitórias para os americanos. Este acordo significa que empregos que foram enviados para o exterior estão voltando para a América. Significa que redes modernas de alta velocidade serão construídas em mais comunidades rurais americanas. E significa que os clientes terão acesso a planos de preços mais baixos. Além disso, o acordo consagra proteções contra discriminação DEI.” A Charter se comprometeu a investir bilhões para atualizar sua rede, prometendo banda larga mais rápida e preços mais baixos, e estendendo serviços por meio de sua Iniciativa de Construção Rural para áreas rurais carentes. Além disso, a empresa concordou em repatriar todos os empregos offshore da Cox para os EUA em 18 meses, alinhando-se à sua reivindicação de uma força de trabalho 100% baseada nos EUA até 31 de dezembro de 2025. A aprovação também inclui salvaguardas contra discriminação por diversidade, equidade e inclusão (DEI) na contratação, focando em habilidades, qualificações e experiência — uma condição ecoada em outras fusões aprovadas recentemente pela FCC, como a aquisição da Paramount pela Skydance em 2025. No entanto, críticos expressam ceticismo com base em fusões passadas. Por exemplo, a fusão T-Mobile-Sprint de 2020 levou a demissões devido a redundâncias, e após a fusão da Charter com a Time Warner Cable em 2018, os preços da Spectrum subiram mais de US$ 91 anualmente. Uma análise da CNET mostra aumentos de preços da Spectrum em média US$ 37 mensais após um ou dois anos, comparado a US$ 28 da Cox após dois anos. John Bergmayer, diretor jurídico da Public Knowledge, criticou a aprovação: “A FCC aprovou a maior fusão de cabo em quase uma década e não exigiu que a Charter fizesse nada que não estivesse planejando fazer. Os consumidores, como sempre, arcarão com os custos da competição reduzida.” A Cox pontuou 68/100 no último Índice Americano de Satisfação do Cliente, ligeiramente abaixo dos 71/100 da Spectrum, sugerindo experiências mistas dos clientes pós-fusão.