O Departamento de Justiça dos EUA moveu-se na quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, para se juntar a um processo federal acusando a David Geffen School of Medicine da UCLA de considerar ilegalmente a raça nas admissões, uma alegação disputada pela escola. O arquivamento ocorre enquanto a administração Trump intensifica o escrutínio sobre a tomada de decisões consciente da raça no ensino superior e segue a decisão da Suprema Corte de 2023 limitando o uso da raça nas admissões universitárias.
A Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça pediu a um juiz federal no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Central da Califórnia para permitir que o governo intervenha em um caso em andamento apresentado por Do No Harm, Students for Fair Admissions (SFFA) e uma candidata individual, Kelly Mahoney, identificada nos documentos judiciais como branca e que diz ter sido rejeitada pela escola de medicina por causa de sua raça. (justice.gov)n nEm um comunicado do Departamento de Justiça anunciando a medida, a Assistente Procuradora-Geral Harmeet K. Dhillon disse: «Mesmo após a Suprema Corte proibir o equilíbrio racial, a Escola Geffen continuou discriminando usando preferências DEI ilegais nas admissões.» (justice.gov) A queixa do governo na intervenção argumenta que a escola de medicina continua a considerar a raça nas admissões em violação da Cláusula de Proteção Igual e dos padrões articulados na decisão da Suprema Corte de 2023 em Students for Fair Admissions v. Harvard. (justice.gov)n nO arquivamento reconhece que os candidatos enviam informações de raça através do American Medical College Application Service (AMCAS) como parte de seu aplicativo principal, e alega que o processo de admissões da UCLA ainda permite a consideração da raça por outros meios. Como exemplo, o Departamento de Justiça aponta para um prompt de aplicativo secundário de 2024 perguntando aos candidatos se eles se identificam como parte de um grupo «marginalizado», com exemplos incluindo «LGBTQIA, deficiências, tribo reconhecida federalmente», e para descrever como a desigualdade e disparidades educacionais ou de saúde os afetaram ou sua comunidade. A queixa afirma: «De cara e por design, esta pergunta pede aos candidatos negros para revelar sua raça para que a UCLA Med saiba e considere.» (justice.gov)n nO Departamento de Justiça também citou dados de admissões que disse ter obtido da escola, argumentando que as métricas acadêmicas diferiam por raça entre a turma de 2024. De acordo com o relato do The Daily Wire do arquivamento do Departamento de Justiça, a queixa disse que as pontuações medianas do MCAT para a turma de 2024 foram 508 para estudantes negros, 506 para estudantes hispânicos, 513 para estudantes brancos e 515 para estudantes asiáticos. (dailywire.com) O Los Angeles Times relatou que o Departamento de Justiça revisou pontuações medianas do MCAT ao longo de quatro turmas a partir de 2021, descrevendo medianas mais baixas para matriculados negros e latinos do que para brancos e asiático-americanos ao longo desses anos. (latimes.com)n nEm seus documentos judiciais, o governo descreveu o que chamou de três danos das admissões baseadas em raça: padrões acadêmicos reduzidos, estigma que poderia levar pacientes a questionar as qualificações de médicos de minorias sub-representadas, e tratamento desigual de candidatos por raça. (justice.gov) Também argumentou que «Há apenas um caminho legal para uma escola de medicina pública ou financiada publicamente perseguir a diversidade na medicina: admitir os candidatos mais qualificados independentemente da raça, e esperar que esses candidatos mais qualificados venham de todas as raças, porque eles vêm.» (justice.gov)n nO Departamento de Justiça busca alívio declaratório e injuntivo, pedindo ao tribunal para declarar o processo de admissões inconstitucional e proibir permanentemente a escola de medicina de considerar a raça nas admissões. (justice.gov)n nUm porta-voz da escola de medicina da UCLA, Phil Hampton, disse ao Los Angeles Times e ao Daily Bruin que a universidade não comenta sobre litígios pendentes, mas acrescentou: «A escola de medicina da UCLA está comprometida com processos justos em todos os nossos programas e atividades, incluindo admissões, consistentes com as leis anti-discriminação federais e estaduais.» (latimes.com)n nA diretora executiva da Do No Harm, Kristina Rasmussen, acolheu a tentativa de intervenção do governo federal, dizendo: «Os Estados Unidos agiram corretamente ao se juntar a este caso, que é de grande importância pública.» (dailywire.com)n nUm juiz federal deve aprovar o pedido de intervenção do Departamento de Justiça antes que os Estados Unidos possam se juntar formalmente ao caso como autor. (dailybruin.com)