O Registro de Devedores Alimentares Morosos (REDAM) da Colômbia lista pais ou guardiões que não pagam pelo menos três parcelas de pensão alimentícia, restringindo seus direitos e procedimentos. Essa ferramenta legal visa proteger crianças e indivíduos vulneráveis, como visto em casos em que viagens familiares são interrompidas por dívidas não pagas. Juízes de varas de família podem iniciar o processo após comprovar o descumprimento.
Na Colômbia, o REDAM funciona como uma base de dados estatal para registrar aqueles que não cumprem as obrigações de pensão alimentícia estabelecidas por lei, tribunal ou conciliação. Segundo a advogada Ángela María Caicedo, esse registro não visa punir emocionalmente, mas salvaguardar dependentes como crianças, idosos e pessoas vulneráveis. nnO registro exige pelo menos três parcelas não pagas e deve ser iniciado por juízes de família, comissários de família ou defensores do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), sempre com prova de descumprimento. Uma vez listado, o devedor enfrenta seis consequências principais: proibição de contratar com o Estado, inelegibilidade para cargos públicos, dificuldades para comprar ou vender propriedades, barreiras para obter empréstimos, reporte a bureaus de crédito e restrições em procedimentos migratórios. nnCaicedo compartilha a história de Mateo, um menino que quase perdeu uma viagem ao mar porque seu pai tinha meses de pagamentos de pensão alimentícia pendentes. A mãe lutava para cobrir o essencial como escola, comida e saúde, enquanto o pai fazia promessas vazias. Outro caso envolve María, que conheceu o 'Efeito REDAM': devedores listados não podem impedir viagens internacionais de seus filhos sem permissão, mas somente após um processo legal que oferece chances de cumprimento. nnA especialista enfatiza que o processo não é instantâneo e requer etapas prévias, como estabelecer legalmente o valor da pensão. 'A lei não persegue os pais. Ela protege as crianças. Mas só age quando você ativa o processo', afirma Caicedo. Esse mecanismo reforça a responsabilidade parental, impedindo que inadimplências perturbem planos familiares e direitos de menores.