A Federação Sul-Africana de Sindicatos condenou a aprovação pelo presidente Cyril Ramaphosa de um aumento salarial de 3,8 % para altos cargos políticos, descrevendo-o como insensível em meio a lutas econômicas.
A Federação Sul-Africana de Sindicatos (Saftu) criticou fortemente a decisão do presidente Cyril Ramaphosa de aprovar um aumento salarial de 3,8 % para figuras políticas de alto escalão. Este ajuste afeta a remuneração do presidente, vice-presidente, ministros, vice-ministros, premiers provinciais, membros do conselho executivo e membros do parlamento. O aumento, que entrará em vigor em abril de 2026, varia ligeiramente por categoria, com alguns em 4,1 %.O secretário-geral da Saftu, Zwelinzima Vavi, classificou a medida como escandalosa, especialmente dada os desafios econômicos da nação. Ele destacou o crescimento estagnado e altas taxas de desemprego, observando que milhões de sul-africanos lutam para chegar ao fim do mês. «É uma insulte aos trabalhadores, porque já 3 a 7 milhões de trabalhadores ganham abaixo do salário mínimo nacional de R5500», declarou Vavi. Ele acrescentou que o custo de uma cesta básica de alimentos varia de R5500 a R6000, deixando até famílias trabalhadoras entre as 20 milhões de pessoas que pulam refeições diariamente.A crítica ecoa o descontentamento mais amplo com os salários do setor público em meio às dificuldades do setor privado. O porta-voz nacional da UAT, Mighty Mabule, também pediu a reversão do aumento, apontando a pobreza e o desemprego generalizados. A posição da Saftu sublinha as tensões contínuas entre grupos sindicais e políticas governamentais sobre remuneração em tempos econômicos difíceis.