O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou julgamento sobre o formato das eleições para governador no Rio de Janeiro, com votos divididos entre eleições diretas e indiretas. Ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acenaram para unificar o pleito tampão com o de outubro, mantendo o desembargador Ricardo Couto como governador interino. A votação foi interrompida em 1 a 1 e retoma nesta quinta-feira (9).
O julgamento no STF começou na quarta-feira (8) para definir se as eleições para governador tampão no Rio serão diretas ou indiretas, após a renúncia de Cláudio Castro (PL) na véspera de decisão do TSE que o tornou inelegível.
Cristiano Zanin, relator, votou por eleições diretas, argumentando que a renúncia foi manobra para forçar pleito na Alerj, onde o PL tem maioria. Luiz Fux divergiu, defendendo eleição indireta pela Assembleia, citando custos acima de R$ 100 milhões para novo pleito e proximidade com outubro.
"É evidente que a renúncia do ex-governador Cláudio Castro foi realizada em uma tentativa de burla", disse Zanin. Alexandre de Moraes indicou apoio a Zanin e mencionou resolução do TSE permitindo unificação em eleição ordinária única.
Zanin sinalizou abertura para unificar eleições tampão e de outubro, com Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ, no cargo interinamente até lá. "Aí teremos que definir a eventual permanência do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no cargo", afirmou. O advogado do PSD-RJ, Gustavo Schmidt, defendeu Couto como figura de transição para "assegurar paridade de armas".
A Alerj está sem presidente titular desde a cassação de Rodrigo Bacellar, deixando Couto na linha sucessória. A votação prossegue nesta quinta-feira.