Lab rat in Brazilian study showing omeprazole's long-term effects on iron and calcium, linked to anemia and bone health risks.
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Estudo em ratos encontra que uso prolongado de omeprazol perturba níveis de minerais ligados a riscos de anemia e saúde óssea

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Pesquisadores no Brasil relatam que o uso prolongado do inibidor da bomba de prótons (IBP) omeprazol alterou medidas de ferro e cálcio em ratos adultos e mudou a distribuição de vários minerais pelos órgãos—mudanças que dizem ser consistentes com maiores riscos de anemia e possíveis danos à saúde óssea. Os autores e o regulador de saúde do Brasil enfatizam que os IBPs continuam eficazes para distúrbios relacionados ao ácido, mas alertam contra o uso prolongado sem supervisão.

Uma equipe de pesquisa no Brasil da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) estudou como a exposição prolongada a um inibidor da bomba de prótons (IBP) comum afetou a biodisponibilidade de nutrientes minerais em ratos. IBPs—como omeprazol (vendido como Prilosec), pantoprazol (Protonix) e esomeprazol (Nexium)—reduzem o ácido gástrico inibindo a bomba de prótons gástrica H+,K+-ATPase, e são amplamente usados para condições incluindo úlceras, gastrite e refluxo. ## O que os pesquisadores fizeram O estudo, publicado em ACS Omega em 2025, usou ratos adultos designados a um grupo controle ou a um grupo tratado com omeprazol. Animais tratados receberam omeprazol por 10, 30 ou 60 dias, após o qual os pesquisadores coletaram sangue e órgãos para análises bioquímicas, hematológicas e elementais, incluindo quantificação de minerais usando espectrometria de massa com plasma acoplado por indução (ICP‑MS). ## O que encontraram De acordo com o relatório dos pesquisadores e um resumo da organização de pesquisa, a exposição ao omeprazol foi associada a mudanças nas medidas de minerais no sangue e órgãos. Eles relataram níveis mais altos de cálcio e níveis mais baixos de ferro no sangue, juntamente com mudanças na distribuição de minerais pelos órgãos—incluindo achados descritos como acúmulo de minerais no estômago e níveis alterados em órgãos como fígado e baço. O resumo do artigo também relata mudanças em marcadores hematológicos, incluindo reduções em glóbulos vermelhos, hemoglobina e hematócrito, bem como contagens de leucócitos alteradas. Os pesquisadores disseram que esses padrões são consistentes com riscos como anemia microcítica e possíveis danos relacionados aos ossos, enfatizando que o trabalho foi conduzido em animais e não estabelece os mesmos efeitos em pessoas. ## Cautela dos pesquisadores sobre risco ósseo «A descoberta mais preocupante foi o aumento significativo de cálcio na corrente sanguínea dos animais, o que pode indicar um desequilíbrio com a remoção do mineral dos ossos e um risco futuro de osteoporose. No entanto, estudos mais longos são necessários para confirmar essa hipótese», disse Angerson Nogueira do Nascimento, professor da UNIFESP que coordenou o estudo com Fernando Fonseca da FMABC. ## Se os efeitos poderiam se estender além do omeprazol Embora o experimento se concentrasse no omeprazol, os pesquisadores da UNIFESP disseram que outros IBPs funcionam pelo mesmo mecanismo. A pesquisadora da UNIFESP Andréa Santana de Brito alertou que alguns IBPs mais novos poderiam potencialmente ter efeitos mais fortes porque podem atuar de forma mais potente e por períodos mais longos. «Não se trata de demonizar o medicamento, que é eficaz para várias condições gástricas. O problema é seu uso trivializado, mesmo para sintomas leves como azia, e por períodos prolongados de meses e até anos», disse ela. ## Contexto de políticas no Brasil Os pesquisadores apontaram uma mudança regulatória brasileira que poderia aumentar o uso sem supervisão: a ANVISA autorizou a venda sem receita de omeprazol 20 mg em novembro de 2025. A ANVISA disse que a mudança visa promover «uso seguro e responsável», e que limitar o tratamento sem prescrição a um máximo de 14 dias pretende incentivar a avaliação médica se os sintomas persistirem ou recorrarem. A agência também disse que pacotes contendo mais de um suprimento de 14 dias não podem ser vendidos sem prescrição. A equipe de pesquisa disse que seus achados reforçam a importância do uso racional de IBPs e, quando apropriado, supervisão médica individualizada para avaliar se suplementação ou outro acompanhamento é necessário.

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