Um grande estudo internacional constatou que menos de uma em cada cinco pessoas consome flavanóis em quantidade suficiente para obter benefícios à saúde cardiovascular, mesmo seguindo as diretrizes padrão de consumo de frutas e vegetais.
Pesquisadores da Universidade de Reading, da Harvard Medical School, da Universidade da Califórnia em Davis e da Mars, Inc. analisaram dados dietéticos de mais de 30.000 pessoas no Reino Unido e nos Estados Unidos. As conclusões foram publicadas em 8 de junho de 2026 no periódico Food and Function. O estudo utilizou medições de biomarcadores e concluiu que escolhas alimentares específicas são mais importantes do que a ingestão total de frutas e vegetais. Alimentos como ameixas, amoras, favas, cerejas, maçãs com casca e chá verde foram identificados como as principais fontes. O Dr. Javier Ottaviani, autor principal do estudo, afirmou que os flavanóis podem reduzir o risco de morte por doenças cardiovasculares, mas apenas quando consumidos em quantidades suficientes. O professor Gunter Kuhnle, da Universidade de Reading, acrescentou que as orientações dietéticas podem precisar se tornar mais específicas sobre quais frutas e vegetais fornecem esses compostos. Pesquisas anteriores, incluindo o ensaio clínico COSMOS, associaram a ingestão diária de 500 miligramas de flavanóis a um menor risco de mortalidade cardiovascular.