Após assembleia em 19 de março de 2026, caminhoneiros decidiram suspender a greve prevista, mas permanecem em estado de greve. Eles se reunirão com o ministro Guilherme Boulos em 25 de março em Brasília para discutir reivindicações. O governo editou uma MP para reforçar o piso mínimo do frete.
Em assembleia nacional realizada nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, lideranças de caminhoneiros decidiram suspender a greve prevista para esta semana, mas manter o estado de greve, conforme afirmou João Paulo Eustasia, presidente da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), conhecido como Paulinho do Transporte. Ele explicou que o estado de greve significa que, sem encaminhamento das reivindicações, uma nova assembleia pode decidir por paralisação. 'Suspendemos a greve, mas permanecemos em estado de greve. Na próxima quarta, 25, conseguimos uma agenda com o ministro Boulos em Brasília', disse Paulinho em entrevista à VEJA. As principais pendências incluem a adequação do piso mínimo do frete conforme o número de eixos dos caminhões e a aposentadoria especial para a categoria, que depende do Congresso. O governo federal publicou, no mesmo dia, uma Medida Provisória (MP) pelo Ministério dos Transportes para reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete, com penalidades mais duras, como suspensão ou cancelamento de registro de empresas por até dois anos em casos graves. Paulinho reconheceu a existência de caminhoneiros vinculados a grupos políticos que tentam fomentar a greve, mas destacou a cautela da categoria, considerando impactos econômicos como os de 2018 e o ano eleitoral. 'Sabemos que podemos favorecer um lado político ou outro se radicalizarmos com uma greve', afirmou. A Folha de S.Paulo confirmou o encontro com Boulos e os avanços da MP.