Pesquisadores desenvolveram um dispositivo que filtra a proteína galectina-3 do sangue, demonstrando melhora na sobrevivência em modelos de ratos e porcos com sepse. A abordagem, testada por uma equipe na China, reduziu a mortalidade em comparação com os grupos de controle. Ensaios em humanos estão previstos para 2027.
Pessoas com sepse enfrentam altas taxas de mortalidade, com 32 por cento morrendo dentro de 90 dias e 39 por cento nos casos de choque séptico, apesar dos tratamentos existentes. Isaac Eliaz, da Amitabha Medical Clinic em Santa Rosa, Califórnia, liderou o desenvolvimento de um dispositivo de aférese que utiliza anticorpos para remover seletivamente a galectina-3, uma proteína ligada a uma maior mortalidade em pacientes com sepse. Eliaz observou que a galectina-3 desempenha papéis na regulação celular e na ativação imunológica, estando implicada em várias doenças, incluindo a sepse. Estudos constataram níveis elevados de galectina-3 em 87 pacientes com sepse em comparação com 27 voluntários saudáveis, com os níveis diminuindo entre os sobreviventes. O dispositivo foi testado pela equipe de Zhiyong Peng no Hospital Zhongnan da Universidade de Wuhan. Em ratos com sepse induzida por punção intestinal, 57 por cento dos 28 animais tratados sobreviveram, contra 25 por cento dos animais do grupo de controle que receberam tratamento simulado. Em miniporcos que receberam lipopolissacarídeo para desencadear a sepse, 69 por cento dos 16 porcos tratados sobreviveram sob cuidados intensivos, em comparação com 27 por cento dos 15 animais que receberam tratamento simulado. Djillali Annane, do Hospital Raymond Poincaré, na França, classificou a abordagem como inovadora, elogiando os resultados consistentes entre os modelos. No entanto, ele enfatizou a necessidade de uma compreensão mecanística, replicação por grupos independentes e testes em primatas antes do uso em humanos. A Eliaz Therapeutics, empresa de Eliaz, está buscando financiamento para um ensaio clínico randomizado em pessoas, previsto para 2027.