Brazilian deputies applauding the overwhelming approval of the Public Security PEC (461-14) in the Chamber of Deputies chamber at night.
Brazilian deputies applauding the overwhelming approval of the Public Security PEC (461-14) in the Chamber of Deputies chamber at night.
Imagem gerada por IA

Câmara aprova PEC da Segurança Pública em dois turnos

Imagem gerada por IA

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de 4 de março de 2026 a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, com 461 votos favoráveis e 14 contrários no segundo turno. O texto, que prevê financiamento via apostas e fundo do pré-sal, segue para o Senado após negociações que removeram um plebiscito sobre maioridade penal. A aprovação reflete diálogo entre governo, relator e presidente da Casa.

A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, na noite de 4 de março de 2026, a PEC da Segurança Pública. No primeiro turno, obteve 487 votos a favor, 15 contrários e uma abstenção; no segundo, 461 favoráveis e 14 contrários. O texto agora segue para análise no Senado.

O relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), foi convencido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a retirar da proposta um referendo sobre a redução da maioridade penal, para evitar rejeição no Senado. “A gente reconheceu que essa proposta do presidente Hugo é válida. Não poderia comprometer todo o trabalho feito até aqui. A PEC poderia ser aprovada aqui, mas morreria no Senado Federal”, disse Mendonça Filho.

Hugo Motta destacou o diálogo como chave para a aprovação: “A violência é, segundo os próprios brasileiros, o maior problema do país. E hoje essa casa entrega uma resposta firme à criminalidade crescente”.

Entre os principais pontos, a PEC constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), amplia competências da Polícia Federal para investigar milícias e organizações criminosas, permite a criação de polícias municipais a partir de guardas civis e inclui agentes socioeducativos no sistema. Para financiamento, destina 30% da arrecadação de apostas aos Fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário Nacional, após deduções, com expectativa de R$ 500 milhões a R$ 1,5 bilhão anuais. Além disso, aloca 10% do superávit do fundo social do pré-sal aos fundos de segurança, de forma gradual a partir de 2027, podendo gerar R$ 6 a 8 bilhões em 2029.

O texto autoriza leis para sanções mais severas contra organizações criminosas de alta periculosidade, incluindo facções e milícias, e crimes contra mulheres, crianças e adolescentes. Veda bloqueios orçamentários nos fundos e garante repasses de 50% aos estados e municípios.

Os 14 deputados que votaram contra no segundo turno foram majoritariamente do PSOL: Capitão Augusto (PL-SP), Célia Xakriabá (PSOL-MG), Chico Alencar (PSOL-RJ), Erika Hilton (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Heloísa Helena (Rede-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP), Juliana Cardoso (PT-SP), Luiza Erundina (PSOL-SP), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), Professora Luciene (PSOL-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Tarcísio Motta (PSOL-RJ) e Túlio Gadêlha (Rede-PE).

O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), considerou a PEC um avanço, mas insuficiente para demandas como piso salarial policial. Já o líder do governo, José Guimarães (PT-PE), celebrou: “Essa proposta do nosso governo é uma proposta que hoje se consagra como vitoriosa e é fruto da coragem do presidente da República”.

Artigos relacionados

Brazilian lawmakers in the Chamber of Deputies voting on and approving the modified anti-faction bill, representing a setback for the Lula administration.
Imagem gerada por IA

Câmara aprova texto-base do PL Antifacção em derrota para governo Lula

Reportado por IA Imagem gerada por IA

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18/11/2025) o texto-base do Projeto de Lei nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, com 370 votos favoráveis e 110 contrários. O projeto, de autoria do governo Lula, foi modificado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP) em seis versões, representando uma derrota para o Executivo, que tentou adiar a votação. O texto agora segue para o Senado, onde será relatado por Alessandro Vieira (MDB-SE).

A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (4/3) a PEC da Segurança Pública, mas enfrenta resistência governista à inclusão da redução da maioridade penal para 16 anos. O relator Mendonça Filho propõe um plebiscito em 2028 sobre o tema, o que divide a base aliada e a oposição. O governo Lula se opõe à medida, priorizando o foco na organização do sistema de segurança.

Reportado por IA

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de 24 de fevereiro o Projeto de Lei 5582/25, conhecido como PL Antifacções, que endurece penas contra organizações criminosas e milícias. O texto, de autoria do Executivo, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após modificações no Senado. A votação simbólica excluiu a proposta de taxação sobre apostas online.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira (31), o projeto de lei antifacção, acelerado em resposta à megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes. A proposta endurece penas contra o crime organizado e cria mecanismos para combater facções financeiramente. Especialistas debatem se o texto representa avanço ou repete fórmulas punitivas ineficazes.

Reportado por IA

A polícia federal emitiu nota criticando as alterações feitas pelo deputado guilherme derrite ao projeto de lei antifacção, afirmando que elas enfraquecem o combate ao crime organizado. O presidente da câmara, hugo motta, intermediou diálogo para manter as atribuições da pf. O governo lula vê as mudanças como um ataque à corporação e busca adiar a votação.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, convidou o secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Costa Veloso, conhecido como Chico Lucas, para comandar a Secretaria Nacional de Segurança Pública. O anúncio deve ocorrer ainda esta semana. Lucas é um nome de confiança do governador Rafael Fonteles e foi solicitado pelo Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública.

Reportado por IA

A Polícia Federal realizou buscas contra a assessora parlamentar Mariângela Fialek na sexta-feira (12), investigando irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Parlamentares de diferentes espectros políticos se uniram para protegê-la, temendo revelações comprometedoras. O caso expõe problemas estruturais no sistema de emendas, ligado a figuras como Arthur Lira e Ciro Nogueira.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, 20:30h

Líderes da oposição buscam barrar fim da escala 6x1 na CCJ

sexta-feira, 09 de janeiro de 2026, 01:16h

Lula planeja recriar Ministério da Segurança Pública após saída de Lewandowski

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, 02:08h

Senado aprova projeto que reduz penas de bolsonaro e condenados do 8/1

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, 02:12h

Câmara conclui regulamentação da reforma tributária com redução para SAFs

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, 17:12h

Debate sobre a adequação da PEC 38/2025 da reforma administrativa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, 14:18h

Senado aprova PL Antifacção com taxa sobre apostas para segurança

terça-feira, 09 de dezembro de 2025, 07:57h

Congress approves municipal security law allowing tasers for inspectors

quarta-feira, 03 de dezembro de 2025, 06:08h

Decisão de Gilmar Mendes amplia crise entre poderes no Brasil

quarta-feira, 26 de novembro de 2025, 18:54h

Congresso escala crise com lula e ignora bolsonaro

quinta-feira, 30 de outubro de 2025, 17:40h

Governadores de direita criam consórcio da paz após operação letal no rio

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar