Em meio à controvérsia sobre o anúncio público do encerramento da investigação de estupro no caso Monsalve antes das notificações formais, o procurador nacional Ángel Valencia e a defensora Verónica Encina enfatizaram os requisitos processuais, enquanto o caso avança para o julgamento oral.
Após o anúncio do procurador regional Xavier Armendáriz do encerramento da investigação—detalhado em cobertura anterior—, o foco se deslocou para irregularidades processuais. Tanto o ex-subsecretário Manuel Monsalve quanto sua defesa relataram não ter recebido notificação formal, tomando conhecimento da decisão pela imprensa. O procurador nacional Ángel Valencia esclareceu: “As ações processuais regem-se a partir do momento em que são formalmente cumpridas.” Ele observou que, uma vez comunicada, inicia-se o prazo para o exercício dos direitos da defesa, confirmando a supervisão contínua de Armendáriz. A defensora nacional Verónica Encina reforçou: “A notificação deve ser feita formalmente... não houve encerramento formal.” Isso destaca tensões na garantia do devido processo legal, uma vez que a acusação tem 10 dias para apresentar denúncias, pavimentando o caminho para a preparação do julgamento oral após mais de um ano de investigação.