O regulador de informação da África do Sul decidiu contra a recusa da Johannesburg Stock Exchange em divulgar registos de negociações, considerando-a um organismo público ao abrigo da Lei de Promoção do Acesso à Informação. A decisão resulta de uma queixa de 2023 da Inhlanhla Ventures, que solicitava detalhes sobre negociações potencialmente manipuladoras de ações da enX Group em maio de 2020. O regulador exige notificação às partes envolvidas antes da divulgação.
A 5 de janeiro de 2026, a reguladora de informação, Advogada Pansy Tlakula, emitiu uma notificação de execução que confirmou a queixa da Inhlanhla Ventures contra a Johannesburg Stock Exchange (JSE). A notificação anulou a recusa da JSE a um pedido de 2023 ao abrigo da Lei de Promoção do Acesso à Informação (Paia) para registos de negociações de ações da enX Group Ltd entre 3 e 19 de maio de 2020. A Inhlanhla Ventures, afetada por estas negociações, suspeitava de manipulação de mercado, mas precisava dos dados do sistema Broker Deal Accounting da JSE para verificar a implicação. O regulador enfatizou que a divulgação é o princípio por omissão na Paia, com as recusas interpretadas de forma restrita e justificadas pelo organismo recusante. Considerou que a JSE falhou nesta obrigação, oferecendo apenas 'mera afirmação' e 'pura especulação' de danos. Classificando a JSE como organismo público pelas suas funções regulatórias ao abrigo da Lei dos Mercados Financeiros, a decisão notou que os próprios processos da bolsa se alinham com as disposições para organismos públicos. No que toca a informações pessoais nos registos — como nomes, moradas e números de identificação —, o regulador decidiu que a divulgação é razoável, pois as proteções de privacidade não cobrem assuntos comerciais. 'A sociedade não reconheceria como razoável uma expectativa de privacidade por parte dos participantes nas negociações relevantes da enX Group', afirma a notificação. Cláusulas contratuais de confidencialidade não podem prevalecer sobre a Paia, que sobrepõe-se às proibições na Lei dos Mercados Financeiros. Para garantir a equidade, a JSE deve notificar terceiros afetados, permitindo representações antes de libertar a informação para a Inhlanhla. A JSE planeia rever a decisão e recorrer aos tribunais, citando a sensibilidade dos dados regulatórios. Esta decisão reforça a transparência na regulação de mercado, equilibrando privacidade com responsabilização perante alegações de manipulação.