Conselho consultivo do São Paulo rejeita impeachment de Casares

O Conselho Consultivo do São Paulo se reuniu nesta terça-feira (6) e manifestou-se contra a abertura de um processo de impeachment do presidente Julio Casares. O órgão, formado por ex-presidentes e conselheiros, considerou que as acusações carecem de provas materiais contra o dirigente. A decisão final cabe ao Conselho Deliberativo, que tem até 6 de fevereiro para deliberar.

O Conselho Consultivo do São Paulo realizou uma reunião extraordinária na terça-feira, 6 de janeiro de 2026, em um prédio na zona oeste de São Paulo, para debater o pedido de impeachment do presidente Julio Casares. Dos 12 integrantes, nove participaram, incluindo ex-presidentes como Carlos Augusto de Barros e Silva (Leco), Carlos Miguel Aidar e José Eduardo Mesquita Pimenta. O encontro também contou com a presença do próprio Casares.

Apenas José Carlos Ferreira, presidente do Conselho Deliberativo entre 2011 e 2014, defendeu a abertura do processo. "Entendo que existe prova material de situações que ensejam a destituição do presidente, inclusive por gestão temerária", afirmou Ferreira.

Em nota oficial, assinada por Pimenta, o conselho destacou que "as acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o Presidente, que alegou inocência". O documento enfatiza que, do ponto de vista jurídico, não há elementos para justificar o impeachment, embora reconheça a gravidade do momento. O conselho é apenas consultivo e não tem poder decisório; a palavra final é do Conselho Deliberativo, com prazo até 6 de fevereiro.

A recomendação coincide com reportagens do UOL sobre investigações da Polícia Civil envolvendo Casares. As autoridades apuram o recebimento de R$ 1,5 milhão em dinheiro pelo presidente e 35 saques totalizando R$ 11 milhões na conta do clube. Os advogados de Casares, Daniel Bialski e Bruno Borragine, rebateram: "Todas as movimentações financeiras de Julio contidas nos relatórios do Coaf possuem origem lícita e legítima".

Recentemente, Mara Casares, ex-esposa do presidente, e Douglas Schwartzmann, diretor do clube, foram investigados por suposto desvio de ingressos em shows no Morumbi. Ambos negam irregularidades e se afastaram de seus cargos.

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