A distribuição de livros didáticos do 10º ano estagnou porque muitas escolas não enviaram relatórios sobre o número de alunos e livros recebidos. O Instituto de Desenvolvimento Curricular do Quênia (KICD) afirma que apenas 1.213 das mais de 23.000 escolas forneceram os dados. O diretor Charles Ong’ondo aponta a imprecisão dos dados escolares como o principal problema.
A distribuição de livros didáticos do 10º ano em todo o Quênia estagnou após muitas escolas falharem em enviar relatórios essenciais sobre o número de alunos e os livros recebidos, segundo o Instituto de Desenvolvimento Curricular do Quênia (KICD).
O diretor do KICD, Charles Ong’ondo, afirmou que o principal desafio são os dados imprecisos das escolas, o que leva algumas a relatar escassez enquanto outras possuem excedentes. "Na maioria das vezes, recebemos números incorretos. Você entrega livros a uma escola e eles alegam ter mais alunos do que o indicado, mas é raro uma escola dizer que tem menos", declarou o Prof. Ong’ondo.
A lista utilizada foi preparada em setembro de 2025, portanto, o número de alunos pode ter mudado. O KICD concluiu a primeira fase da distribuição para escolas secundárias públicas, com 11.485.000 dos 11.867.325 livros entregues, ou seja, 96,78% até 27 de março de 2026.
As regiões Central e de Nairóbi atingiram 100%, Oeste 98,01%, Nyanza 96,94%, Vale do Rift 96,66%, Costa 95,51%, Leste 95,20% e Nordeste 91,92%. O KICD exortou as escolas a enviarem dados precisos e a devolverem os livros excedentes. "Esse problema pode ser resolvido agora, mas precisamos da cooperação das escolas", acrescentou Ong’ondo, alertando que os atrasos podem afetar o 11º ano no próximo ano.