Cientistas introduzem estrutura para darkwaves marinhas que ameaçam a vida marinha

Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu um novo sistema para identificar e comparar episódios de escuridão subaquática súbita, conhecidos como darkwaves marinhas, que ameaçam ecossistemas marinhos dependentes de luz. Esses eventos, desencadeados por tempestades, escoamento de sedimentos e florações de algas, podem reduzir drasticamente a luz para o fundo do mar por dias ou meses. A estrutura visa padronizar o monitoramento dessas perturbações em todo o mundo.

Sob a superfície do oceano, forças como escoamento de sedimentos, florações de algas e detritos orgânicos podem criar períodos intensos de escuridão que rivalizam com condições noturnas em águas costeiras. Em um estudo publicado em Communications Earth & Environment, cientistas de instituições incluindo a University of California Santa Barbara e a University of Waikato cunharam o termo 'marine darkwave' para essas reduções de curta duração, mas severas, na luz subaquática. A pesquisa destaca a vulnerabilidade de organismos fotossintéticos como kelp, fanerógamas marinhas e corais, que dependem da luz para sobreviver. 'Sabemos há muito tempo que os níveis de luz são críticos para organismos fotossintéticos – como algas, fanerógamas marinhas e corais – e que fatores que reduzem a luz para o fundo do mar podem impactá-los', disse o coautor Bob Miller, biólogo de pesquisa no Marine Science Institute da UC Santa Barbara. 'Este estudo cria uma estrutura para comparar tais eventos, que chamamos de darkwaves.' Para desenvolver essa estrutura, a equipe analisou conjuntos de dados extensivos: 16 anos de medições do site Santa Barbara Coastal Long Term Ecological Research, 10 anos de observações do Hauraki Gulf/Tīkapa Moana e Firth of Thames na Nova Zelândia, e 21 anos de estimativas de luz do fundo do mar derivadas de satélite ao longo do East Cape da Nova Zelândia. Esses revelaram 25 a 80 eventos de darkwave desde 2002, alguns durando mais de dois meses e ligados a eventos climáticos importantes como o Cyclone Gabrielle. Em casos extremos, a luz para o leito marinho foi quase eliminada. O autor principal François Thoral, bolsista de pós-doutorado na University of Waikato e Earth Sciences New Zealand, enfatizou a urgência: 'A luz é um motor fundamental da produtividade marinha, mas até agora não tínhamos uma maneira consistente de medir reduções extremas na luz subaquática.' Ele acrescentou que mesmo escuridão breve pode impedir a fotossíntese e alterar comportamentos em peixes, tubarões e mamíferos marinhos, com potenciais efeitos ecológicos em cascata significativos. Essa nova ferramenta complementa os monitores existentes para ondas de calor marinhas, acidificação e desoxigenação, auxiliando gerentes costeiros na detecção de estresse agudo no ecossistema. Pesquisadores da UC Santa Barbara planejam aplicá-la ainda mais para estudar impactos da sedimentação nas florestas de kelp da Califórnia, influenciadas por incêndios e deslizamentos de lama.

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