Cientistas descobrem estruturas profundas da Terra que moldam campo magnético

Pesquisadores identificaram duas formações massivas de rochas quentes na base do manto da Terra que influenciaram o campo magnético do planeta por milhões de anos. Localizadas a cerca de 2.900 quilômetros sob a África e o Oceano Pacífico, essas estruturas criam calor irregular na fronteira núcleo-manto. A descoberta, baseada em dados magnéticos antigos e simulações, revela variações na estabilidade magnética em escalas de tempo vastas.

No interior profundo da Terra, a exploração permanece limitada; enquanto os humanos viajaram 25 bilhões de quilômetros no espaço, a perfuração penetrou apenas pouco mais de 12 quilômetros na crosta do planeta. Essa lacuna no conhecimento é particularmente aguda na fronteira núcleo-manto, uma interface crítica agora iluminada por nova pesquisa. Uma equipe liderada pela University of Liverpool, em colaboração com a University of Leeds, publicou achados na Nature Geoscience em 5 de fevereiro de 2026. Usando registros paleomagnéticos de rochas em todo o mundo e simulações de supercomputador do geodinamo — o processo que gera o campo magnético da Terra por meio de fluxos de ferro líquido no núcleo externo —, os cientistas modelaram o comportamento magnético nos últimos 265 milhões de anos. O estudo destaca dois corpos rochosos enormes e superaquecidos cercados por material mais frio, posicionados de polo a polo. Essas formações causam contrastes térmicos acentuados na fronteira superior do núcleo externo, com zonas quentes levando a fluxo de ferro estagnado sob elas, contrastando com o movimento vigoroso sob áreas mais frias. «Esses achados sugerem que há fortes contrastes de temperatura no manto rochoso logo acima do núcleo e que, sob as regiões mais quentes, o ferro líquido no núcleo pode estagnar em vez de participar do fluxo vigoroso visto sob as regiões mais frias», disse Andy Biggin, Professor de Geomagnetismo da University of Liverpool. Alguns elementos do campo magnético permaneceram estáveis por centenas de milhões de anos, enquanto outros mudaram dramaticamente. Isso desafia suposições de um campo antigo uniformemente alinhado, com implicações para entender a formação da Pangaea, climas antigos, paleobiologia e origens de recursos. O trabalho provém do grupo de pesquisa DEEP, estabelecido em 2017 com financiamento do Leverhulme Trust e do Natural Environment Research Council.

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