Proteína SORLA protege o cérebro contra danos da proteína tau no Alzheimer

Uma proteína conhecida como SORLA pode reduzir os efeitos tóxicos dos emaranhados de tau associados à doença de Alzheimer. Pesquisadores do Sanford Burnham Prebys demonstraram que níveis mais elevados da proteína limitaram a atrofia cerebral e preservaram as conexões neuronais em camundongos. As descobertas foram publicadas em 17 de julho na Science Advances.

Camundongos modificados para produzir SORLA humana extra apresentaram menos acúmulo de tau e mantiveram sinapses mais saudáveis do que aqueles sem a proteína adicionada. Em contrapartida, camundongos sem a SORLA sofreram danos piores causados pelos emaranhados.

Timothy Huang, que liderou o estudo, observou que a SORLA já havia sido associada à redução do acúmulo de beta-amiloide. O novo trabalho estende essa proteção aos processos relacionados à proteína tau.

A equipe também identificou um possível alvo medicamentoso em células gliais que poderia ser modulado para combater os efeitos da tauopatia. Experimentos adicionais estão planejados para testar alterações na SORLA em células humanas enxertadas em cérebros de camundongos.

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