Centenas de faculdades e universidades americanas estão sob forte pressão financeira, apesar do foco público em instituições de elite. Uma pesquisa nacional revela que as percepções sobre o ensino superior são enviesadas para viés liberal e ativismo, ignorando desafios prosaicos como aumento de custos e queda nas matrículas. Essa distorção ofusca as vulnerabilidades subjacentes do setor.
A atenção pública ao ensino superior frequentemente se concentra em universidades de elite, mas a realidade para a maioria das instituições é muito mais precária. Uma pesquisa com mais de 30.000 respondentes destacou viés liberal, antissemitismo e ativismo político como as principais associações com universidades, como notou um comentarista: “formados por um pequeno grupo de universidades de elite povoam de forma desproporcional a classe de liderança da América e instituições-chave”. Outro observou: “menos de 1% dos estudantes universitários dos EUA frequentaram uma universidade Ivy League, mas essas escolas dominam empregadores, mídia e desejos dos pais. Mas por que nunca ouvimos falar dos outros 99%?”nnExistem 2.661 faculdades públicas e privadas de quatro anos nos Estados Unidos, excluindo escolas técnicas e quase 1.500 community colleges. Desde 2020, cerca de 80 dessas instituições fecharam, enquanto centenas mais lidam com estresse financeiro. Três grandes agências de classificação de crédito emitiram perspectivas negativas para o setor em 2026, apontando queda nas matrículas, limites em empréstimos federais e barreiras para estudantes internacionais.nnO Composite Financial Index (CFI), desenvolvido pela KPMG, mede a saúde por meio de desempenho operacional, reservas, retornos de ativos e viabilidade. Pontuações abaixo de 1.0 indicam estresse, semelhante a viver de salário em salário. Dados agregados de relatórios, auditorias e tendências mostram centenas de escolas, algumas com dezenas de milhares de alunos, caindo abaixo desse limiar. Essas instituições dependentes de mensalidades frequentemente cortam programas, demitam funcionários, adiam manutenção e aumentam preços para sobreviver, sem dotes e enfrentando dívidas altas.nnOs alunos arcam com o pior: turmas maiores, menos cursos, serviços de apoio reduzidos e instalações envelhecidas. Com US$ 1,8 trilhão em dívida estudantil e projeções do Bureau of Labor Statistics de 19 milhões de vagas anuais exigindo diplomas universitários até 2033, surgem dúvidas sobre o valor. Pesquisas da Gallup indicam que a confiança no ensino superior caiu 40 pontos percentuais desde 2010.nnnQuatro mudanças explicam isso: ascensão dos community colleges, agora 32–35% das matrículas e oferecendo bacharelados em mais de 150 em 24 estados; orçamentos estaduais caindo de 6% para 3% em ensino superior até 2025 em meio ao crescimento do Medicaid; queda projetada de 15% nos estudantes em idade universitária até 2037, com matrículas caindo de 21 milhões em 2010 para 19 milhões; e o boom do aprendizado online, com 10–11 milhões cursando disciplinas e 5 milhões totalmente online, crescendo 14% ao ano até 2032.nnnIsso bifurcou o sistema: caminhos focados em custo versus prestígio, deixando muitos no meio frágeis.