A vereadora Amanda Paschoal (PSOL) apresentou nesta sexta-feira representação à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo pedindo a inelegibilidade de Regina Nunes por oito anos.
Paschoal alega que Regina Nunes, primeira-dama e pré-candidata a deputada estadual pelo MDB, obteve vantagem indevida com o uso de servidor público. Breno de Souza Santos, lotado na Secretaria Municipal de Direitos Humanos, recebia R$ 5.637 mensais e produzia vídeos para as redes sociais da primeira-dama em horário comercial.
Registros mostram que o servidor acompanhava Regina Nunes em agendas de pré-campanha desde fevereiro. A exoneração dele foi publicada no Diário Oficial na quarta-feira, um dia após a Folha questionar a prefeitura.
A gestão municipal negou que Breno tenha prestado serviços à primeira-dama e afirmou que ele cumpriu suas atribuições. Paschoal pede multa, declaração de inelegibilidade e remessa dos autos ao Ministério Público para apuração de improbidade administrativa.