O governo colombiano confirmou a eliminação de um bônus especial de serviço no valor de cerca de 11 milhões de pesos para cada congressista, como parte dos esforços para cortar os gastos públicos em 2026. Esta medida visa enfrentar a crise fiscal em curso e promover a austeridade. O ministro da Fazenda, Germán Ávila, explicou que o benefício, inicialmente destinado a custos de instalação, foi generalizado indevidamente.
O governo nacional da Colômbia deu um passo rumo à austeridade ao eliminar um bônus especial pago aos congressistas por mais de 12 anos. Anunciada pelo Ministério da Fazenda, a medida atende à necessidade de cortar despesas em meio à crise fiscal anterior a 2026.
O ministro da Fazenda, Germán Ávila, afirmou que este bônus, avaliado em cerca de 11 milhões de pesos por ano por legislador, destinava-se originalmente a cobrir os custos de realocação e instalação de congressistas de regiões fora de Bogotá. Com o tempo, estendeu-se aos 295 membros do Congresso, resultando em um custo anual estimado de até 3,2 bilhões de pesos para o Estado.
“Aquele mesmo benefício transformou-se em um generalizado para todos os congressistas, gerando um custo recorrente pago a todos por mais de 12 anos, e hoje, por estar indexado, atinge quase 11 milhões de pesos por congressista”, disse Ávila.
A eliminação será feita por decreto e não se aplicará na próxima sessão legislativa. Esta ação faz parte de um pacote mais amplo, incluindo aumentos de impostos e ajustes orçamentários, impulsionado pelo presidente Gustavo Petro para estabilizar as finanças públicas e demonstrar coerência na gestão de recursos.
Embora nem todos os congressistas recebessem o bônus, o governo argumenta que seu pagamento não é mais justificado no contexto econômico atual.