O chefe da equipe Red Bull Racing, Laurent Mekies, admitiu que o time está pagando o preço pelo esforço tardio na disputa pelo título de 2025 com Max Verstappen, já que recursos foram desviados do carro de 2026. O RB22 tem sido o quarto mais rápido até agora nesta temporada, atrás de Mercedes, Ferrari e McLaren. Apesar do contratempo, Mekies insiste que a equipe não se arrepende da decisão e espera se recuperar.
Em 2025, Max Verstappen reverteu a liderança de 104 pontos de Oscar Piastri no campeonato nas últimas nove corridas, terminando apenas dois pontos atrás de Lando Norris, da McLaren. O esforço sobrecarregou os recursos da Red Bull sob o teto orçamentário e as restrições de testes aerodinâmicos, com as atualizações finais chegando apenas no Grande Prêmio do México, em outubro. Enquanto os rivais mudaram o foco para os novos regulamentos técnicos de 2026, a Red Bull priorizou seu desafiante RB21 de Milton Keynes. Mekies, falando no podcast Beyond The Grid, defendeu a escolha. 'Foi fácil porque ninguém queria desistir', disse ele. 'Nós pensamos e ainda achamos que foi a coisa certa a se fazer... Agora, claro, o tempo e a energia que investimos para o esforço tardio do ano passado, isso tem impacto em onde você começa 2026? Claro que tem. Então, naturalmente, pagamos um pouco do preço hoje.' O esforço aumentou o moral da equipe, com Verstappen conquistando seis vitórias naquelas nove corridas, apesar de reveses dolorosos como Zandvoort, Budapeste e Brasil. Mekies destacou o espírito de luta em Milton Keynes, observando que um novo chefe chegou no meio da temporada sob alta pressão. A Red Bull ocupa a sexta posição no campeonato de construtores após três grandes prêmios, atrás da Haas e da Alpine, e a 119 pontos da Mercedes. O RB22 foi superado na classificação pela Alpine de Pierre Gasly na China e no Japão. Mekies rejeitou desculpas: 'Não estamos felizes com o ponto de partida, mas achamos que superaremos essas dificuldades... esta equipe tem sido muito, muito boa em dar a volta por cima.'