Supremo Tribunal de Recurso responsabiliza bancos por veículos financiados defeituosos

O Supremo Tribunal de Recurso decidiu que os bancos que financiam veículos usados na África do Sul devem assumir a responsabilidade por defeitos, marcando uma mudança significativa na proteção ao consumidor. Num caso envolvendo uma pensionista que comprou um Ford Ranger defeituoso, o tribunal ordenou que a WesBank reembolsasse mais de 170.000 R. Esta decisão enfatiza o duplo papel dos bancos como prestadores de crédito e fornecedores.

Em 2017, Aletta van Niekerk, uma pensionista de Mahikeng, comprou um Ford Ranger usado de 2012 para o filho Gerrie. Pagou um depósito de 150.000 R e financiou o saldo através da WesBank. Apenas quatro dias depois, surgiram problemas com a caixa de velocidades, exigindo reparos à sua custa. Dois meses mais tarde, o veículo superaqueceu e o especialista automóvel Sagie Moodley descobriu que a concessionária havia instalado uma caixa de velocidades de tamanho incorreto durante o conserto.

Os Van Niekerk tentaram devolver o veículo, cancelar o acordo de financiamento e obter reembolso, notificando a WesBank e o revendedor através do advogado. No entanto, as ordens de débito continuaram, levando-os a reverter os pagamentos com ajuda legal. Em 2019, a WesBank iniciou ação judicial para recuperar o saldo em dívida. O Tribunal Superior do Noroeste em Mahikeng decidiu a favor da WesBank em agosto de 2022, rejeitando a reconvenção de Van Niekerk por ela ter renunciado ao direito de cancelamento ao permitir reparos.

Van Niekerk recorreu ao Supremo Tribunal de Recurso (SCA), que proferiu o acórdão em dezembro de 2025. O SCA considerou a WesBank responsável, ordenando o reembolso de pouco mais de 170.000 R mais custos judiciais. O tribunal observou que o banco atuava em dupla capacidade: como fornecedor e prestador de crédito. Esta decisão transfere a responsabilidade para os financiadores dos veículos que apoiam, particularmente quando retêm a propriedade para fins de recuperação.

A advogada de consumidores Trudie Broekmann, que representou Van Niekerk, descreveu a decisão como inovadora. "O acórdão traz mudanças irrevogáveis e verdadeiramente inovadoras no panorama do financiamento de veículos", disse ela. Broekmann destacou responsabilidades potenciais dos bancos em acidentes causados por defeitos ocultos. Recomendou que consumidores com problemas em veículos financiados contactem diretamente o banco, possivelmente com apoio legal ou de arbitragem, em vez da concessionária.

Artigos relacionados

Lawyer denying R$12.2 billion Banco Master fraud allegations at press conference, with images of arrested banker Vorcaro and evidence.
Imagem gerada por IA

Defesa de Vorcaro nega fraude de R$ 12,2 bilhões no Banco Master

Reportado por IA Imagem gerada por IA

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, preso na semana passada ao tentar fugir para Abu Dhabi, negou a existência de uma fraude de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco Master. Os advogados afirmam que o banco agiu de boa-fé, substituindo carteiras de crédito problemáticas vendidas ao BRB e registrando operações na B3. A Polícia Federal e o Banco Central, porém, apontam indícios de consignados forjados, levando à liquidação extrajudicial da instituição.

A Divisão Bancária do Esquema Nacional de Ombudsman Financeiro recuperou mais de R60 milhões para consumidores em 2025, principalmente através de reembolsos relacionados a fraudes. Funcionários enfatizaram que requerentes desonestos não podem alegar posteriormente empréstimos irresponsáveis sob a Lei Nacional do Crédito. As intervenções da divisão também incluíram a devolução de veículos apreendidos e a anulação de dívidas para fornecer alívio transformador.

Reportado por IA

O Tribunal de Relações de Emprego e Trabalho determinou que os funcionários podem enfrentar milhões em responsabilidade por abandonar veículos do empregador, originário de um caso em que um motorista de caminhão processou seu empregador por demissão injusta, subpagamento e falha em pagar benefícios completos. O motorista recebeu compensação da empresa, mas o tribunal também ordenou que ele pagasse danos substanciais por danos ao caminhão e itens não devolvidos.

Uma colisão trágica entre um veículo de transporte escolar e um caminhão em Vanderbijlpark vitimou 14 jovens, com investigações apontando para a tentativa do motorista de ultrapassar vários veículos. O responsável pela Educação de Gauteng, Matome Chiloane, expressou devastação e pediu maior supervisão sobre serviços de transporte privado. O presidente Cyril Ramaphosa ofereceu condolências e apoio às famílias afetadas.

Reportado por IA

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou à Polícia Federal ter fraudado carteiras de crédito no valor de R$ 12,2 bilhões vendidas ao BRB, afirmando não saber quais eram bons ou ruins. As carteiras, adquiridas da consultoria Tirreno, teriam origem em empréstimos consignados via associações de servidores da Bahia, mas indícios apontam para forjamento para inflar o balanço do banco. O depoimento ocorreu em 30 de dezembro de 2025 no STF, sob relatoria de Dias Toffoli.

Daniel Vorcaro, owner of Banco Master, used a diverted loan from the bank to purchase a R$36 million mansion in Brasília's Lago Sul. The acquisition was through a company connected to his brother-in-law, part of a fraud network probed by federal police. Experts highlight irregularities that may breach financial transparency rules.

Reportado por IA

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foram submetidos a uma acareação no Supremo Tribunal Federal devido a contradições em seus depoimentos à Polícia Federal. O procedimento ocorreu na noite de 30 de dezembro e durou quase sete horas no total. O diretor do Banco Central, Ailton de Aquino, foi dispensado da confrontação.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar