A analista jurídica da CBS News, Jan Crawford, previu derrotas significativas para o presidente Donald Trump na Suprema Corte em 2026, apesar dos sucessos recentes da administração. Falando no 'Face the Nation', ela destacou desafios futuros em questões como cidadania por direito de nascimento e tarifas. Crawford enfatizou que decisões de emergência temporárias não garantem vitórias no mérito.
Na transmissão de 28 de dezembro de 2025 do 'Face the Nation' da CBS, a analista jurídica Jan Crawford discutiu o histórico judicial da administração Trump. Ela reconheceu o "tremendo sucesso" que a administração obteve com a Suprema Corte por meio de decisões de emergência, que suspendem temporariamente decisões de tribunais inferiores e permitem que as políticas prossigam durante a litígio.
No entanto, Crawford previu uma mudança em 2026, descrevendo o próximo mandato da Corte como "altamente consequential". Ela rejeitou especificamente as chances de sucesso no caso que contesta a ordem executiva de Trump para encerrar a cidadania por direito de nascimento. "A administração Trump 'absolutamente não' vencerá seu caso perante a Suprema Corte sobre a legalidade da ordem executiva do presidente Trump que busca encerrar a cidadania por direito de nascimento", afirmou ela, conforme compartilhado em um post da conta do Twitter do programa.
A apresentadora Margaret Brennan questionou sua certeza, ao que Crawford respondeu: "Não, absolutamente não." Ela explicou que a administração tem sido estratégica na seleção de recursos que acredita poder vencer, mas estes são meramente "ordens temporárias e interinas". Uma vez que os casos cheguem ao mérito, os resultados podem diferir marcadamente. Crawford acrescentou que Trump "pode não vencer o caso das tarifas", notando que, embora a perspectiva atual favoreça o presidente, ela pode mudar em junho após decisões históricas.
A discussão também abordou outras questões urgentes perante a Corte, incluindo direitos de porte de armas e a participação de mulheres transgênero em esportes femininos. A análise de Crawford ressalta a volatilidade potencial no calendário da Suprema Corte, mesmo para uma administração que moldou sua composição.