Cientistas buscam ajuda pública para medições de gelo nos Grandes Lagos

Pesquisadores do Great Lakes Observing System estão recrutando moradores locais para medir a espessura do gelo nos Grandes Lagos e lagos interiores neste inverno. Os dados aprimorarão modelos de previsão de gelo em meio a mudanças climáticas. Esse esforço de ciência cidadã destaca a necessidade de observações detalhadas além das capacidades de satélites.

Em Ann Arbor, Michigan, o Great Lakes Observing System (GLOS) está lançando o segundo ano de um programa de ciência cidadã para coletar dados de espessura de gelo do público. Satélites rastreiam efetivamente a cobertura de gelo, mas falham na espessura, crucial para segurança e navegação. «Normalmente, são os cientistas que enviam dados ao público, e desta vez, estamos pedindo ao público que dê feedback aos cientistas para melhorar os modelos», disse Shelby Brunner, gerente de ciência e observações do GLOS. No último inverno, cerca de uma dúzia de participantes enviaram cerca de 30 medições, revelando maior variabilidade de gelo do que o esperado. Participantes, incluindo pescadores de gelo atentos às condições locais, podem enviar dados online enquanto o gelo persistir, com estipêndios disponíveis. Brunner observou que boias, tipicamente usadas para coleta de dados, são removidas durante condições invernais rigorosas, tornando a contribuição pública essencial. Os Grandes Lagos, vitais para mais de 30 milhões de pessoas como fonte de água potável segundo a National Oceanic and Atmospheric Administration, estão experimentando padrões de gelo mutáveis devido às mudanças climáticas. Pesquisas indicam que a cobertura média de gelo diminuiu desde os anos 1990, embora a variabilidade permaneça alta; em 28 de janeiro, 38 por cento dos lagos estavam cobertos de gelo, superando a média histórica. Educadores também estão envolvidos. Mandi Young, professora de ciências em Traverse City, levou seus alunos do ensino médio para medir gelo no Cedar Lake no ano passado, adicionando espessura aos seus registros contínuos de temperatura e profundidade da água. «Os alunos adoram. Eles têm a chance de ficar ao ar livre. Sabem que suas informações estão sendo salvas e usadas por outros membros da comunidade», disse Young. Neste inverno, sua turma usará uma perfuratriz para perfurações mais precisas, despertando curiosidade com perguntas como se o gelo vai quebrar sob pedras jogadas. Brunner enfatizou o valor a longo prazo: «Não podemos voltar no tempo e medir o passado. Temos que medi-lo agora e guardá-lo em segurança. Para usá-lo como referência para como as coisas estão no futuro.» Os dados arquivados ajudarão pesquisas futuras, beneficiando pescadores de gelo, capitães de navios e cientistas.

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