O Senado dos EUA está pronto para votar um pacote de gastos que cortaria US$ 125 milhões dos fundos alocados para substituir tubos de chumbo tóxicos. Essa medida, após uma votação na Câmara, redireciona dinheiro da lei de infraestrutura de 2021 em meio a resistência de defensores e legisladores. Os cortes vêm enquanto estados como Illinois buscam urgentemente mais apoio para lidar com a contaminação generalizada por chumbo na água potável.
A legislação proposta, parte de um pacote que abrange três projetos de lei de apropriações para agências federais incluindo a Agência de Proteção Ambiental, visa fundos da Lei de Investimento em Infraestrutura e Empregos de 2021. Essa lei alocou US$ 15 bilhões em cinco anos para substituir linhas de serviço de chumbo, que levam água a residências e edifícios e representam riscos de dano neurotoxina. nnA EPA comprometeu quase US$ 3 bilhões em financiamento para 2025 em novembro passado, com Illinois recebendo a maior parte devido ao seu alto número de tubos de chumbo. Outros US$ 3 bilhões estavam planejados para este ano, o último do programa. No entanto, o projeto de lei redirecionaria US$ 125 milhões disso para gerenciamento de incêndios em áreas selvagens, uma redução do corte de US$ 250 milhões de um rascunho anterior que os democratas contestaram com sucesso. nnLegisladores como a Representante Debbie Dingell, democrata de Michigan, expressaram forte oposição. «Estamos enfrentando uma crise de água, e estou decepcionada que o dinheiro apropriado pela [Lei de Investimento em Infraestrutura e Empregos] para substituição de tubos de chumbo seja redirecionado por esta legislação», declarou Dingell. Ela e a Representante Rashida Tlaib lideraram uma carta assinada por 43 membros do Congresso instando os líderes do Senado a proteger os fundos, enfatizando a necessidade de apoio federal agressivo para enfrentar esse risco à saúde pública. nnDefensores ecoam essas preocupações. Julian Gonzalez da Earthjustice chamou o corte parcial de 'agridulce', notando que ainda afetaria milhares de substituições e impactaria famílias diretamente. Mary Grant da Food & Water Watch argumentou que não há justificativa para reduzir o financiamento, pois comunidades sobrecarregadas por tubos de chumbo precisam de cada dólar. A EPA determinou substituição nacional em cerca de uma década, com extensões para estados de alta carga. nnEstimativas de linhas de serviço de chumbo variam: a EPA revisou sua cifra de 9 milhões em 2024 para 4 milhões no final do ano passado, uma mudança que críticos como Erik D. Olson do Natural Resources Defense Council dizem poder justificar mais cortes. Olson alertou que remover tubos de chumbo gera benefícios à saúde mais de 14 vezes os custos, chamando redução de fundos de 'economia de centavos e desperdício de libras'. Substituição nacional poderia custar US$ 45-90 bilhões, atingindo mais duramente cidades como Chicago. nnA EPA defendeu sua metodologia como mais robusta, baseada em inventários estaduais, e destacou esforços contínuos para acelerar remoções. A agência recusou-se a comentar sobre o projeto de lei pendente.