Em uma postagem de 2 de janeiro de 2026 no Wellness Mama, a fundadora Katie Wells argumenta que a irritação com o comportamento dos outros pode às vezes apontar para questões não resolvidas dentro de nós mesmos. Ela sugere abordar esses momentos com curiosidade — em vez de culpa — para apoiar a regulação emocional, empatia e um maior senso de agência.
Katie Wells, fundadora do Wellness Mama, escreve que irritações cotidianas — como ser interrompido, lidar com atrasos crônicos ou se sentir incomodado por alguém falando alto demais — podem se tornar prompts para autoindagação em vez de culpa automática dos outros.
Em seu artigo de 2 de janeiro de 2026, “Como Gatilhos Podem Se Tornar Mestres (e Trazer Mais Paz)”, Wells descreve uma mudança de ver gatilhos como evidência de que alguém mais está “fazendo algo errado” para notar que os traços que mais a irritavam nos outros frequentemente apontavam para algo não resolvido dentro dela mesma.
Wells centra seu argumento no popular máxima, “If you spot it, you’ve got it”, ligando a ideia ao trabalho de Carl Jung sobre a “sombra” e ao conceito psicológico de projeção. Ela enquadra a frase como um convite à curiosidade em vez de autocrítica, escrevendo que uma forte reação emocional pode funcionar como um espelho — sem implicar que o comportamento de outra pessoa seja aceitável ou que dano deva ser tolerado.
Ela também aponta para pesquisas e teorias que ajudam a explicar por que algumas reações parecem automáticas. Wells nota que os humanos tendem a focar em ameaças e negativos, e cita um estudo de 2001 publicado no Journal of Personality and Social Psychology que, segundo ela, encontrou que pessoas que negavam ser agressivas eram mais propensas a perceber agressão nos outros.
Wells descreve ainda um ângulo biológico, citando neurônios-espelho — células cerebrais frequentemente associadas à empatia e aprendizado social — como um mecanismo que pode ajudar as pessoas a “reconhecerem” traços nos outros que suprimiram ou evitaram em si mesmas. Ela oferece exemplos cotidianos para ilustrar o conceito de “espelho”: irritação com arrogância pode refletir confiança suprimida, e aborrecimento com “preguiça” pode refletir ressentimento ligado a excesso de trabalho e dificuldade em descansar.
Em uma seção pessoal, Wells diz que trabalha online há quase duas décadas e recorda ter encontrado comentários duros sobre sua aparência, incluindo “espaços online” dedicados a criticá-la. Ela escreve que o que ajudou não foi negar que os comentários fossem dolorosos, mas examinar por que eles acertavam — concluindo que ecoavam inseguranças e um “crítico interno” que queria mudar. Com o tempo, diz ela, praticar um diálogo interno mais gentil e notar intencionalmente os positivos mudou como ela vivenciava sua vida.
Como ferramentas práticas, Wells recomenda pausar durante um gatilho e perguntar o que a reação pode estar revelando. Ela escreve que essa abordagem tem sido especialmente útil na parentalidade, descrevendo crianças como “espelhos incríveis” que podem refletir impaciência, “feridas não curadas” e expectativas não ditas.
Wells também relata uma história que atribui à Dra. Kelly Brogan: Brogan, escreve ela, perguntou às filhas o que parecia não curado em seu relacionamento e escolheu curiosidade — ouvir em vez de se defender — após receber feedback difícil de ouvir.
Para leitores em busca de um exercício mais estruturado, Wells descreve o “processo sombra 3-2-1”, que nota ser frequentemente atribuído a Ken Wilber. O método envolve primeiro nomear o traço irritante na terceira pessoa (“eles”), depois dirigi-lo na segunda pessoa (“você”) e finalmente integrá-lo na primeira pessoa (“eu”) — com o objetivo de assumir a propriedade da reação de forma construtiva.
Wells recomenda prompts de journaling como “O que mais me incomoda nos outros?” e “Onde isso aparece em mim?” e argumenta que a autoindagação sustentada pode suavizar padrões reativos, aumentar a empatia e reduzir a sensação de que a paz de alguém depende de os outros mudarem.
O texto fecha com uma linha que Wells atribui ao poeta do século XIII Rumi: “A ferida é o lugar onde a luz entra em você”, usando-a para enquadrar reações dolorosas como possíveis aberturas para o crescimento.