O Novo México entrou com uma ação judicial contra três executivos de petróleo do Texas, acusando-os de um esquema fraudulento para lucrar com poços de petróleo e gás enquanto deixam os custos de limpeza para os contribuintes. A queixa detalha como os executivos supostamente usaram empresas de fachada e falências para descarregar centenas de poços, muitos dos quais representam riscos ambientais. O procurador-geral Raúl Torrez promete responsabilizar os executivos por colocar em risco a saúde pública.
No final de dezembro, o gabinete do procurador-geral do Novo México lançou uma ação de 72 páginas contra Everett Willard Gray II, Robert Stitzel e Marquis Reed Gilmore Jr., todos baseados em Midland, Texas. A ação alega que, desde 2015, os executivos construíram uma rede de empresas sob a bandeira Remnant, agregando centenas de poços de petróleo e gás no sudeste do Novo México. Eles acumularam violações regulatórias por poços inativos e não tampados, levando a um prazo estadual em julho de 2019 para tampar alguns locais. Apenas 15 dias antes desse prazo, a Remnant pediu proteção contra falência. Após a falência, os executivos transferiram ativos por meio de entidades como Acacia e Solis Partners, uma subsidiária da New Era Energy & Digital de Gray. A Acacia adquiriu a maioria dos poços da Remnant, enquanto a Solis Partners obteve 87 dos mais lucrativos produtores de gás por um nominal de US$ 10. A Acacia enfrentou sua própria falência em dezembro de 2024 após ser processada por uma grande empresa de petróleo por responsabilidades de limpeza. Dos poços da Remnant e Acacia, 172 tornaram-se ônus do Escritório de Terras do Estado; apenas 11 foram tampados, principalmente por outros operadores, com o restante potencialmente custando mais de US$ 25 milhões para remediar. O escritório recuperou apenas uma fiança de US$ 20.000 da Remnant. Poços não tampados vazam metano, gases cancerígenos e águas residuais radioativas, como destacado em uma investigação da ProPublica e Capital & Main em 2024 que visitou locais da Remnant e encontrou níveis explosivos de metano e emissões de sulfeto de hidrogênio. «Não ficarei de braços cruzados enquanto atores maliciosos se aproveitam do sistema — evitando responsabilidades, sobrecarregando o estado com remediações custosas e colocando imprudentemente em risco a saúde dos neomexicanos», declarou Torrez. Gray chamou a ação de «sem mérito» e negou qualquer fraude, enquanto Stitzel e Gilmore não responderam. A New Era, agora pivotando para um centro de dados de IA alimentado por energia nuclear, planeja vender os poços, que incluem 120 inativos em terras estaduais. Este caso exemplifica práticas da indústria que ambientalistas chamam de «o manual», em meio à estimativa de US$ 1,6 bilhão do Novo México para limpeza de poços órfãos. Reformas estão em andamento, incluindo fianças propostas de US$ 150.000 para poços inativos e supervisão mais rigorosa de vendas, embora grupos da indústria resistam, argumentando que operadores menores poderiam sofrer.