Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF), identificaram como o envelhecimento dos pulmões contribui para desfechos graves de gripe e COVID-19 em idosos. O estudo demonstra que os fibroblastos pulmonares desencadeiam uma inflamação excessiva, formando aglomerados prejudiciais de células imunes. As descobertas, publicadas na revista Immunity em 27 de março, sugerem potenciais novos tratamentos.
Uma equipe liderada por Tien Peng, médico e professor de medicina na UCSF e membro do Cardiovascular Research Institute e do Bakar Aging Research Institute, examinou as alterações nos fibroblastos pulmonares, que mantêm a estrutura do tecido pulmonar. Em camundongos jovens, a ativação de um sinal de estresse relacionado ao envelhecimento via via NF-κB fez com que essas células sinalizassem aos macrófagos, atraindo células imunes ineficazes marcadas pelo gene GZMK. Esses aglomerados danificaram o tecido pulmonar, imitando respostas graves observadas em idosos durante infecções, o que levou a piores desfechos da doença, mesmo que a remoção genética das células GZMK tenha melhorado a tolerância nos camundongos. Peng observou: 'Ficamos surpresos ao ver os fibroblastos pulmonares trabalhando em conjunto com as células imunes para impulsionar o inflammaging (inflamação associada ao envelhecimento). Isso sugere novas maneiras de intervir antes que os pacientes progridam para uma inflamação grave que possa exigir intubação.'