Um relatório recente revela que apenas 7 por cento dos compradores de carros novos nos Estados Unidos concluíram suas transações online. Essa cifra persiste mesmo com montadoras, Amazon e outros players promovendo agressivamente vendas digitais para contornar concessionárias tradicionais. A relutância destaca os desafios em transferir uma compra de alto risco para um modelo de e-commerce.
Nos Estados Unidos, a compra de um carro novo é a segunda transação de consumo mais cara, atrás apenas da compra de casas. Esse peso financeiro provavelmente contribui para a baixa adoção de vendas online, como evidenciado por um novo relatório que indica que apenas 7 por cento dos compradores finalizaram seus negócios digitalmente. Apesar dos esforços conjuntos de montadoras, Amazon e vários atores da indústria para simplificar o processo e se afastar das concessionárias, as preferências dos consumidores permanecem enraizadas em métodos tradicionais. Pesquisas recentes com compradores destacam essa tendência, mostrando que poucos americanos estão ansiosos por uma experiência tipo Amazon de um clique ao adquirir veículos. O relatório, publicado em 18 de janeiro de 2026, aponta as complexidades inerentes da compra de carros — desde test drives até financiamento — como barreiras para a conclusão total online. Embora alguns aspectos do processo, como pesquisa e reservas iniciais, ocorram digitalmente, o passo final de compra acontece esmagadoramente pessoalmente. Essa resistência ocorre em meio a impulsos mais amplos no e-commerce e veículos elétricos, mas sinaliza que bens de alto valor como automóveis exigem uma abordagem mais tátil. Observadores da indústria notam que o modelo de concessionárias, embora criticado, continua dominante devido ao seu papel na construção de confiança e avaliação hands-on.