Mattia Binotto, chefe do projeto de F1 da Audi, declarou que manterá as responsabilidades de chefe de equipe anteriormente ocupadas por Jonathan Wheatley, que saiu antes do Grande Prêmio do Japão. Binotto disse que precisa de suporte nas pistas para focar no trabalho na fábrica. A saída de Wheatley por motivos pessoais surpreendeu muitos na equipe.
Jonathan Wheatley apareceu como chefe de equipe da Audi na Fórmula 1 pela primeira vez no Grande Prêmio do Japão do ano passado, após 20 anos como diretor esportivo da Red Bull. Menos de 12 meses depois, sua saída foi anunciada na semana anterior ao evento deste ano, citada como sendo por motivos pessoais. A mudança pegou vários membros da equipe de surpresa, incluindo o piloto Nico Hulkenberg, que soube disso através de um link de notícia enviado por sua mãe, enquanto Gabriel Bortoleto afirmou ter previsto a saída. Nenhum sinal público da intenção de Wheatley de sair surgiu anteriormente. Binotto abordou a vaga diretamente, dizendo: 'Para o futuro, acho que não estamos procurando um novo chefe de equipe. Manterei a função, mas precisarei de alguém para me apoiar nos fins de semana de corrida, porque nem sempre estarei presente nelas'. Ele enfatizou o foco nas transformações da fábrica em detrimento da presença nas corridas. O Motorsport.com e o Autosport relatam que Wheatley deve se juntar à Aston Martin após cumprir o período de 'gardening leave'. Candidatos de alto perfil, como Allan McNish, foram mencionados para a função, embora Binotto tenha indicado que uma posição de suporte mais júnior é suficiente. Após o Grande Prêmio do Japão, Binotto destacou o desempenho da equipe, afirmando: 'A equipe permaneceu muito focada e concentrada neste fim de semana. E, operacionalmente, a equipe teve um desempenho muito bom, mostrando que, no fim das contas, não se trata de um indivíduo. Trata-se da equipe'.