Califórnia multa Nexo em US$ 500 mil por empréstimos cripto sem licença

Reguladores da Califórnia multaram a prestamista de criptomoedas Nexo Capital em US$ 500 mil por conceder milhares de empréstimos a residentes do estado sem licença. O Departamento de Proteção Financeira e Inovação citou a falha da Nexo em avaliar a capacidade de pagamento dos mutuários como violação principal. O acordo exige que a Nexo transfira fundos e bloqueie novos usuários californianos.

O Departamento de Proteção Financeira e Inovação da Califórnia (DFPI) anunciou em 15 de janeiro de 2024 uma multa de US$ 500 mil contra a Nexo Capital, uma plataforma de criptomoedas sediada nas Ilhas Cayman fundada em 2018. A multa resulta de uma investigação que revelou que a Nexo originou 5.456 empréstimos a residentes da Califórnia entre julho de 2018 e novembro de 2022 sem uma licença estadual de financiamento válida. As linhas de crédito cripto da Nexo permitiam que clientes tomassem empréstimos em moeda fiduciária ou stablecoins usando ativos digitais como garantia. No entanto, a empresa não avaliou o histórico de crédito dos mutuários, dívidas, despesas ou condição financeira geral antes de aprovar os empréstimos. Em vez disso, a Nexo divulgava a ausência de verificações de crédito, afirmando em seu site: «Com a Nexo, não há verificações de crédito e nada é relatado às agências de crédito». A lei da Califórnia exige que os credores avaliem a capacidade de pagamento do mutuário para proteger os consumidores. A comissária do DFPI, KC Mohseni, enfatizou isso no anúncio do acordo: «Os credores devem seguir a lei e evitar empréstimos arriscados que coloquem os consumidores em perigo — e empréstimos lastreados em cripto não são exceção». Para mitigar riscos, a Nexo exigia supercapitalização e podia liquidar ativos se a relação empréstimo-valor atingisse 83,33%. Como parte do acordo, a Nexo deve transferir todos os fundos de residentes californianos para sua afiliada nos EUA, Nexo Financial, que possui licença estadual válida, em 150 dias. A empresa também precisa implementar bloqueio geográfico baseado em IP para impedir acesso não licenciado por novos usuários californianos. Essa ação segue um acordo de janeiro de 2023 em que a Nexo pagou US$ 45 milhões à Comissão de Valores Mobiliários e reguladores estaduais por um produto que rendia juros não registrado, considerado um título. A Nexo encerrou operações nos EUA posteriormente antes de retornar em abril de 2023. O DFPI continua investigando outras empresas cripto, tendo anteriormente visado BlockFi Lending, Celsius Network e Voyager Digital, todas as quais declararam falência depois. O caso destaca o esforço da Califórnia por padrões regulatórios iguais entre bancos tradicionais e fintechs, rejeitando empréstimos apenas com garantia como substituto para avaliações de pagamento.

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