Fernando Alonso relatou quase nenhuma vibração em seu motor Honda da Aston Martin durante os treinos de sexta-feira no Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, marcando uma melhora de 80%. No entanto, o problema reapareceu inalterado no sábado, limitando o desempenho da equipe na classificação. Alonso e seu companheiro de equipe, Lance Stroll, largarão na 21ª e 22ª posições do grid.
No Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, a Aston Martin enfrentou desafios contínuos com vibrações paralisantes provenientes de sua nova unidade de potência Honda, que danificaram baterias e geraram preocupações com a saúde dos pilotos durante o início da temporada. O bicampeão mundial Fernando Alonso descreveu ter perdido toda a sensibilidade nas mãos e nos pés após 20 voltas no Grande Prêmio da China, duas semanas antes. A Honda informou ter obtido dados úteis durante as sessões de treino livre de sexta-feira para reduzir as vibrações que afetam tanto o sistema de bateria quanto os pilotos. Alonso observou que o carro parecia 'completamente normal' com 'quase nenhuma vibração' na sexta-feira, chamando-a de a primeira sessão desse tipo desde os testes e as corridas de abertura. 'Ontem foi definitivamente 80% melhor', disse ele. No entanto, na manhã de sábado, 'entrei no carro e tive as mesmas vibrações de sempre', acrescentou Alonso, apesar de não ter havido mudanças durante a noite. 'Continua sendo o maior fator limitante', disse ele após a classificação. O AMR26 provou ser o mais lento na classificação, com Alonso a 1,715 segundos do corte para o Q2, na 21ª posição, e Stroll a 1,989 segundos, na 22ª. Stroll atribuiu o déficit de ritmo a uma combinação de problemas na unidade de potência e no carro, perdendo tempo nas retas e sem aderência nas curvas. Seu abandono no Grande Prêmio da China, após nove voltas, decorreu de um problema na bateria não relacionado às vibrações, esclareceu a Honda. Stroll disse que descobriria os efeitos físicos na corrida de domingo, torcendo pela confiabilidade. O presidente da Honda Racing Corporation, Koji Watanabe, explicou que as vibrações pareciam aceitáveis nos testes de dinamômetro, mas surgiram severamente apenas após a integração ao chassi da Aston Martin. 'Isso não é algo que possa ser resolvido apenas pela unidade de potência', disse Watanabe à imprensa. Ele destacou o progresso na redução de danos à bateria, mas observou que mitigar os impactos nos pilotos levaria mais tempo, exigindo uma colaboração próxima com o diretor técnico da Aston Martin, Enrico Cardile. A equipe tem como objetivo completar uma distância total de corrida pela primeira vez nesta temporada.