Aston Martin enfrentou desafios significativos durante os testes de pré-temporada da Fórmula 1 2026 em Bahrein, registrando a menor quilometragem entre as equipes devido a problemas no powertrain e mecânicos. Apesar de admitir que estão atrás dos concorrentes, os pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll expressaram otimismo quanto ao potencial de longo prazo da equipe, reforçado pela nova liderança de Adrian Newey e parceria com a Honda. O embaixador da equipe Pedro de la Rosa destacou o impacto unificador da direção de Newey em meio aos contratempos.
Os testes de pré-temporada da Fórmula 1 2026 no Bahrain International Circuit apresentaram obstáculos iniciais para a Aston Martin, com a equipe lidando com a integração de sua configuração renovada. Em três dias, a Aston Martin completou apenas 206 voltas – a menor de todas – com Alonso percorrendo 98 voltas e Stroll 108. Os problemas incluíram uma falha na unidade de potência no primeiro dia que limitou Stroll a 36 voltas e uma falha mecânica que deixou a equipe parada por grande parte do terceiro dia. Alonso registrou o segundo tempo de volta mais lento no segundo dia. nnEsses contratempos seguem um programa de túnel de vento atrasado, iniciado em meados de abril de 2025, quatro meses atrás dos rivais, e uma chegada tardia ao shakedown de Barcelona, onde a equipe perdeu os dias iniciais. Pela primeira vez, a Aston Martin produz sua própria caixa de câmbio e suspensão, adicionando complexidade junto à mudança para uma unidade de potência oficial da Honda – o retorno da Honda à F1 como fabricante completo após parcerias com Red Bull e McLaren. nnAlonso permaneceu otimista, enfatizando o valor de Newey, que se juntou no início de 2025. «Depois de mais de 30 anos de Adrian dominando o esporte, não é que ele vai esquecer tudo em um ano», disse Alonso. Ele elogiou a dependência de Newey no feedback dos pilotos em uma era de simulações e observou a conclusão de instalações internas, incluindo um túnel de vento dedicado. «Precisamos andar antes de correr e tomar as coisas passo a passo», acrescentou Alonso, referindo-se ao sétimo lugar da equipe no campeonato de construtores de 2025. nnStroll ecoou o realismo, afirmando que a equipe está «a quatro segundos dos times de topo» e precisa de melhorias em motor, equilíbrio e aderência. «Estamos empurrando o mais forte que podemos», disse ele, acreditando em ganhos futuros sem uma «bola de cristal». nnDe la Rosa descreveu a equipe como «claramente atrás» mas não em modo pânico. Ele elogiou a liderança de Newey: «Sua liderança é tão forte que toda a equipe sabe exatamente o que fazer», especialmente durante dificuldades. A equipe vê isso como parte de um projeto de 10 anos, com recursos agora alinhados para desenvolvimento de recuperação antes do Grande Prêmio da Austrália nos dias 6-8 de março.