Supremo declara inconstitucional o marco temporal para terras indígenas

O Supremo Tribunal Federal formou maioria de 9 votos a 1 para declarar inconstitucional o marco temporal, critério que limitava demarcações de terras indígenas a ocupações de 1988. A decisão é vista por alguns como um avanço para direitos indígenas, mas gera debates sobre segurança jurídica e propriedade rural. O Congresso havia aprovado lei e proposta de emenda constitucional em defesa do marco.

A decisão do Supremo Tribunal Federal, que formou maioria de 9 votos a 1, declarou a inconstitucionalidade do marco temporal, representando um episódio significativo nas relações entre os poderes desde a Constituição de 1988. O marco temporal estabelecia que terras indígenas só seriam demarcadas se ocupadas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. A Constituição reconhece direitos originários sobre terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas, no tempo presente, e o artigo 67 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias previa a conclusão de todas as demarcações em cinco anos, prazo que se encerrou em 1993.

O deputado federal do PL-MS, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, argumenta que a decisão ignora o texto constitucional e a vontade do constituinte originário, impondo insegurança jurídica. Ele destaca que milhares de produtores rurais adquiriram terras de boa-fé com títulos válidos. O Congresso Nacional aprovou a Lei do Marco Temporal após debates na Câmara e no Senado, com derrubada de veto presidencial. Além disso, uma Proposta de Emenda à Constituição foi aprovada no Senado para reforçar o que já está na Carta Magna.

Para o deputado, o marco temporal não retira direitos indígenas, mas fixa um critério objetivo para pacificação no campo, conciliando proteção indígena com direito de propriedade e desenvolvimento sustentável. A Constituição deve ser respeitada como pacto fundador, sem revisões baseadas em maiorias circunstanciais.

Artigos relacionados

Centrist leaders in Brazil's Congress resist voting on public perks bill without Lula government, amid STF 60-day deadline.
Imagem gerada por IA

Centrist bloc resists voting on perks regulation without government

Reportado por IA Imagem gerada por IA

Centrist leaders in Brazil's lower house want to avoid voting on a bill regulating extra perks and supersalaries for public servants unless President Lula's government engages directly. The Supreme Federal Court suspended these benefits and ordered Congress to legislate within 60 days, but the deadline is deemed too short in an election year. The STF plenary is judging the decisions this week.

The Supreme Court of Justice of the Nation decided to intervene in the case filed by La Pampa against the National State over the distribution of National Treasury Contributions. The highest court gave the government 60 days to respond.

Reportado por IA

President Luiz Inácio Lula da Silva annulled presidential decree 12.600/2025, which called for studies on concessions for waterways on the Tapajós, Madeira, and Tocantins rivers. The decision followed actions by indigenous movements opposed to the projects, including invasions of private properties. The government described the measure as active listening to community demands.

The First Panel of Brazil's Supreme Federal Court convicted three Liberal Party deputies on Tuesday (17) for passive corruption involving the diversion of parliamentary amendments to Maranhão. The defendants were accused of demanding a 25% kickback on funds sent to municipalities. This marks the STF's first conviction for such a crime.

Reportado por IA

Former housing minister Carlos Montes rejected the idea of a constitutional accusation against him on Wednesday during a session of the Chamber of Deputies Housing Commission.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar