O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF após uma reunião fechada com outros ministros, convocada pelo presidente Edson Fachin devido a um relatório da Polícia Federal que arguiu sua suspeição. A Corte emitiu nota conjunta afirmando inexistência de impedimento, e a relatoria foi redistribuída para André Mendonça. Partidos e associações de delegados reagiram em defesa da institucionalidade judicial.
Em 13 de fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma reunião fechada com dez ministros para discutir um relatório de 200 páginas da Polícia Federal (PF) que arguiu a suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do caso Master, envolvendo supostas irregularidades no Banco Master. O encontro, convocado pelo presidente Edson Fachin após a PF encontrar mensagens no celular de Daniel Vorcaro mencionando Toffoli, terminou com a decisão de Toffoli de deixar o caso, agora sob relatoria de André Mendonça, após sorteio.
Oito dos dez ministros manifestaram apoio à permanência de Toffoli, conforme relatado pelo portal Poder360, que divulgou trechos da gravação da reunião, levantando suspeitas de vazamento – negado categoricamente por Toffoli, que afirmou: “Claro que não”. Críticas à PF foram expressas: Gilmar Mendes disse que a polícia quis “revidar” decisões de Toffoli; Alexandre de Moraes chamou a investigação de “ilegal”; Flávio Dino qualificou o relatório como “lixo jurídico” e propôs a nota conjunta de apoio, em troca da saída voluntária de Toffoli para preservar a imagem da Corte. Cármen Lúcia expressou preocupação: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo”.
Outros, como Luiz Fux, declararam confiança em Toffoli, e Kassio Nunes Marques chamou a arguição de “nada jurídico”. A nota do STF reforçou: “inexistência de suspeição ou de impedimento”. Em resposta, a Federação União Progressista (PP e União Brasil), por Ciro Nogueira e Antonio Rueda, publicou nota defendendo a integridade de Toffoli e criticando narrativas que “atacam os pilares do nosso próprio sistema democrático”. O Solidariedade repudiou o “linchamento moral”.
Paralelamente, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Fenadepol enviaram ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta, pedindo que delegados tenham direito de recorrer de decisões judiciais e arguir suspeição de autoridades em inquéritos. As entidades destacaram: “O Delegado de Polícia é isento: Sua atuação é técnica, científica e imparcial. O Delegado não busca condenar nem absolver; busca esclarecer o fato”.