Após uma estreia problemática com abandono na Austrália devido a questões de potência, Isack Hadjar terminou em 12º no Grande Prêmio do Japão de 2026 com um carro da Red Bull que ele descreveu como impossível de pilotar e perigoso, prejudicado por uma falha prematura na bateria e falta de ritmo. Um safety car causado pelo forte acidente de Oliver Bearman atrapalhou sua estratégia, enquanto Kimi Antonelli conquistou a vitória.
Isack Hadjar classificou-se em oitavo em Suzuka, mas perdeu posições logo no início devido a um problema de bateria que drenou a potência. O francês, que abandonou a etapa de abertura da temporada, o GP da Austrália, na volta 11 com problemas similares na unidade de potência, desabafou sua frustração: 'Não é nem 1% do quão ruim foi esta corrida. Preciso entender por que aquela situação da bateria aconteceu tão cedo. Eu estava confortável em oitavo, lutando contra Pierre Gasly, então tudo desapareceu.'
Ele disputou posição com o novato da Racing Bulls, Arvid Lindblad, que recebeu uma bandeira preta e branca por se mover durante a frenagem—'não foi muito útil para nenhum de nós, mas ele é jovem', observou Hadjar. Ao fazer o pit stop logo antes do safety car da volta 22, ele caiu para a 13ª posição; superou Nico Hulkenberg e Gabriel Bortoleto para chegar a 11º, mas terminou em 12º após ser ultrapassado novamente por Hulkenberg.
À Canal+, Hadjar disse: 'De qualquer forma, não tínhamos um bom ritmo—pior do que no início do fim de semana. Estava realmente impossível de pilotar, até perigoso.' O safety car foi provocado pelo acidente de 50G de Oliver Bearman, da Haas, na curva Spoon (a 308 km/h) ao tentar ultrapassar Franco Colapinto, que estava recuperando energia da bateria. Bearman sofreu uma contusão no joelho direito, mas sem fraturas, segundo o chefe da Haas, Ayao Komatsu; ele largou em 18º e era o quinto no campeonato antes da prova. Colapinto (16º) alertou sobre os perigos da diferença de velocidade causados pelo regulamento de 2026.
Com quatro pontos somados nas três primeiras rodadas antes de uma pausa de cinco semanas—após os cancelamentos no Bahrein e na Arábia Saudita—Hadjar permanece otimista apenas em relação à sua pilotagem: 'O único ponto positivo é que consigo pilotar o carro rápido. Mas não temos vantagem alguma em torná-lo rápido.'