Mercedes garantiu um dominante 1-2 no GP da Austrália de Fórmula 1 de 2026, com George Russell a vencer da pole à frente do companheiro de equipa Kimi Antonelli, enquanto Charles Leclerc da Ferrari ficou em terceiro — conforme relatado no nosso relatório da corrida. O resultado ampliou as questões sobre a decisão da Ferrari de não parar nas boxes durante os períodos de safety car virtual, uma escolha criticada por Lewis Hamilton no rádio da equipa em meio aos elogios da McLaren à mestria da Mercedes com a unidade de potência.
Mercedes monopolizou a primeira fila na qualificação em Albert Park, com Russell na pole por três décimos sobre Antonelli e oito décimos à frente dos rivais da Red Bull, Ferrari e McLaren. A sessão de Antonelli quase foi arruinada por um acidente precoce, mas a equipa reconstruiu o carro a tempo graças à bandeira vermelha provocada pelo incidente de Max Verstappen — um 'milagre', segundo o diretor de equipa Toto Wolff. Como detalhado no nosso relatório da corrida, Charles Leclerc da Ferrari liderou cedo após ultrapassar Russell na partida, mas a equipa optou por não parar com nenhum dos pilotos durante os safety cars virtuais ativados pela desistência de Isack Hadjar na volta 12 e de Valtteri Bottas na volta 19. Hamilton, que corria bem, desabafou no rádio: «Pelo menos um de nós devia ter entrado!» A analista da Sky Sports F1 Bernie Collins, antiga estratega da Aston Martin, destacou a controvérsia, especialmente no segundo SCV: «Lewis Hamilton foi bastante assertivo no rádio... 'Porque não fizemos com pelo menos um carro?'» Ela notou que a duração de 19 segundos da bandeira amarela dava tempo de reação potencial. O diretor da McLaren Andrea Stella analisou a superioridade da Mercedes usando dados GPS da qualificação e da corrida, apontando o melhor controlo de energia de Russell nas curvas 6-9 — mantendo mais de 20 km/h de velocidade máxima do que Oscar Piastri e Lando Norris nos picos. «A Mercedes está a fazer um melhor trabalho do que nós na exploração da unidade de potência, mas também fizeram um melhor trabalho em termos de aderência geral nas curvas», disse Stella, atribuindo-o aos níveis de downforce. A McLaren pretende reduzir a diferença através da colaboração com a Mercedes HPP nas unidades de potência e melhorias aerodinâmicas, especialmente em condições frias onde a aderência diminuiu. Wolff elogiou a transição dos carros de efeito solo 'problemáticos' para os novos regulamentos que favorecem as forças da Mercedes, creditando a estabilidade do carro — 'como se estivesse sobre carris' apesar do downforce mais baixo — e a maturidade de Russell face ao menos experiente Antonelli. Esta vitória sublinhou a vantagem inicial da Mercedes na temporada sob as regras híbridas revistas que enfatizam a gestão de energia.