Kassio Nunes Marques cassa decisão da Justiça do Trabalho sobre pejotização

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou uma decisão da Justiça do Trabalho que analisava vínculo empregatício em contrato de franquia da seguradora Prudential e determinou a suspensão do processo. A medida segue suspensão anterior de processos sobre pejotização determinada por Gilmar Mendes. O caso envolve questionamento a acórdão do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O Supremo Tribunal Federal (STF) interveio novamente em disputas trabalhistas relacionadas à pejotização, prática em que empresas contratam serviços por meio de pessoas jurídicas para evitar obrigações empregatícias. Em decisão recente, o ministro Kassio Nunes Marques cassou acórdão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que permitia o prosseguimento de ação movida por uma corretora contra a seguradora Prudential. A corretora alega ter vínculo empregatício com a empresa.

Nunes Marques atendeu a recurso da Prudential, argumentando que o TST ignorou determinação anterior do STF. Ele afirmou que o tribunal "manteve a regular tramitação dos autos, em manifesta inobservância à decisão proferida por este Supremo Tribunal". Essa não é a primeira intervenção do ministro: anteriormente, ele já havia anulado outro acórdão do TST e oito decisões de instâncias regionais da Justiça do Trabalho.

O contexto remete a medida de 2025, quando o ministro Gilmar Mendes suspendeu todos os processos nacionais sobre pejotização, aguardando julgamento de mérito pelo plenário do STF. Esse julgamento principal discute a validade dos contratos de pejotização, a competência da Justiça do Trabalho para julgar tais casos e quem deve provar a natureza da relação: o trabalhador ou o contratante.

A pejotização permanece um tema sensível no direito trabalhista brasileiro, com impactos em setores como seguros e franquias. O STF ainda não definiu data para o julgamento definitivo, mas as suspensões visam uniformizar a jurisprudência.

Artigos relacionados

Centrist leaders in Brazil's Congress resist voting on public perks bill without Lula government, amid STF 60-day deadline.
Imagem gerada por IA

Centrão resiste a votar regulação de penduricalhos sem governo

Reportado por IA Imagem gerada por IA

Líderes do centrão na Câmara dos Deputados querem evitar a votação de projeto que regula penduricalhos e supersalários no funcionalismo público, a menos que o governo Lula se envolva diretamente no debate. O Supremo Tribunal Federal suspendeu esses benefícios e determinou que o Congresso legisle em 60 dias, mas o prazo é visto como curto em ano eleitoral. O plenário do STF julga as decisões nesta semana.

O presidente do STF, Edson Fachin, negou pedido da CPI do Crime Organizado para anular decisão de Gilmar Mendes que suspendeu a quebra de sigilos da Maridt Participações, empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio. A decisão mantém protegidos os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da companhia. A CPI alega prejuízo às investigações sobre irregularidades financeiras.

Reportado por IA

O ministro Flávio Dino, do STF, decidiu nesta segunda-feira (16) que a aposentadoria compulsória para juízes é inconstitucional após a reforma da Previdência de 2019, em um caso específico. A medida provoca questionamentos sobre seu alcance e pode concentrar mais poder no Supremo. Integrantes do STJ e CNJ apontam falta de clareza.

The British magazine The Economist published an article stating that the Supreme Federal Court (STF) is involved in a 'huge scandal' due to suspicions of ties between ministers and banker Daniel Vorcaro, owner of Banco Master. The piece highlights close relations of judges like Dias Toffoli and Alexandre de Moraes with the business elite. The publication comes amid investigations and debates on creating an ethics code for the court.

Reportado por IA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta terça-feira, 24 de março de 2026, para condenar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, tornando-o inelegível até 2030. A decisão, com placar de 4 a 1, ameaça sua pré-candidatura ao Senado.

A proposta do presidente do STF, Edson Fachin, para criar um código de ética na corte divide até mesmo ministros favoráveis à ideia, em meio a uma crise de imagem ligada ao caso Banco Master. Apoiadores temem que o debate fragilize o tribunal e seja visto como admissão de erros. Fachin busca consolidar apoios, possivelmente adiando a discussão para após as eleições.

Reportado por IA

STF Justice André Mendonça has called a new meeting with the Federal Police for Monday (23) to discuss the progress of investigations into Banco Master and next steps. This follows his assumption of the case's rapporteurship, replacing Dias Toffoli amid controversies. The meeting will include preliminary reports and review of prior decisions.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar