A Tesla começou a operar robotaxis em Austin, Texas, sem monitores de segurança dentro dos veículos, de acordo com o CEO Elon Musk. No entanto, vídeos sugerem que a supervisão continua por meio de carros de perseguição. Esse desenvolvimento levanta questões sobre o grau de autonomia real no serviço.
O CEO da Tesla, Elon Musk, anunciou no X em 23 de janeiro de 2026 que a empresa havia iniciado viagens de robotaxi em Austin com “nenhum monitor de segurança no carro”. A conta oficial da Tesla descreveu as viagens como “totalmente sem supervisão”, enquanto o chefe do FSD, Ashok Elluswamy, se referiu a “alguns veículos sem supervisão”.O serviço, lançado no verão passado com monitores de segurança humanos nos assentos do passageiro da frente, parece ter transferido a supervisão. Um vídeo compartilhado pelo entusiasta da Tesla Joe Tegtmeyer, retuitado por Musk, mostra um Model Y robotaxi vermelho sendo seguido por um Model Y preto da Tesla. Tegtmeyer observou: “Você também notará atrás do Model Y um carro de perseguição, acho que eles estão usando isso para validação”. Relatos da Electrek e outros indicam que esses carros de perseguição provavelmente carregam pessoal de segurança pronto para intervir, movendo a supervisão para fora do veículo, mas mantendo monitoramento próximo.Nem a Tesla nem Musk esclareceram o papel dos carros de perseguição, alimentando o ceticismo sobre as alegações de operação sem supervisão. Isso segue avistamentos um mês antes de robotaxis vazios, confirmando testes sem motorista. Os robotaxis da Tesla enfrentaram desafios, incluindo acidentes, violações de trânsito e intervenções necessárias por monitores.Em contraste, a concorrente Waymo opera viagens totalmente autônomas em seis cidades dos EUA, incluindo expansão recente para Miami, sem tal supervisão visível. Musk descreveu a abordagem da Tesla como “paranoica” em relação à segurança, em meio a promessas de escalar para mais de 1.000 veículos em breve e um milhão de Teslas autônomas até o final de 2026. Atualmente, a frota de Austin tem cerca de 30 veículos.Esse passo representa progresso na remoção de supervisores no carro, mas destaca a dependência contínua de supervisão externa, essencial para escalar serviços autônomos com segurança.