Grupos de direitos civis do Sul profundo criticam decisão da Suprema Corte sobre mapas eleitorais no caso Callais

Na esteira da decisão da Suprema Corte dos EUA de 29 de abril no caso Callais v. Louisiana — que derrubou um segundo distrito congressional de maioria negra sob a alegação de gerrymandering racial —, defensores dos direitos civis no Sul profundo condenaram a decisão como uma ameaça à representação negra. Estados como Alabama, Tennessee e Louisiana estão redesenhando seus mapas, o que provocou promessas de ações judiciais e mobilização para as eleições de meio de mandato.

A decisão no caso Callais v. Louisiana, parte da série existente sobre este processo na Suprema Corte, gerou uma reação rápida em todo o Sul profundo, ecoando as lutas por direitos de voto da região desde as marchas de Selma em 1965. O senador da Geórgia, Raphael Warnock, classificou a medida como um "tapa na cara dos mártires dos direitos civis", evocando a exclusão de poder da era Jim Crow. Debbie Elliott, da NPR, reportou de Orange Beach, Alabama.

Líderes republicanos responderam prontamente: a governadora do Alabama, Kay Ivey, convocou uma sessão especial para começar na segunda-feira após o procurador-geral Steve Marshall buscar suspender liminares, argumentando contra uma visão de "negros versus brancos". O governador do Tennessee, Bill Lee, agendou uma sessão para atingir um distrito de maioria negra em Memphis. A Louisiana cancelou suas primárias de maio devido ao redistritamento.

Eleitores negros e defensores expressaram alarme. Shalela Dowdy, autora de ação e candidata no Alabama, alertou sobre a perda de poder das comunidades negras, sinalizando uma nova batalha pelos direitos civis. Melanie Campbell, da Coalizão Nacional sobre Participação Cívica Negra, prometeu: "Vamos nos organizar, criar estratégias, mobilizar... A história nos ensinou que, quando nos unimos, vencemos". Processos judiciais estão avançando na Louisiana, com batalhas esperadas nos tribunais e assembleias estaduais antes das eleições de meio de mandato de 2026.

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