A Suprema Corte dos EUA realizou audiências orais em 27 de abril de 2026 no caso Durnell vs. Bayer sobre o herbicida à base de glifosato, parte de milhares de processos judiciais que alegam riscos de câncer associados ao Roundup. Os juízes pareceram divididos quanto à preempção federal sobre as alegações de advertência estaduais. O caso segue o acordo multibilionário da Bayer firmado em fevereiro de 2026 para diversos casos semelhantes.
Parte da série 'Litígio do Glifosato da Bayer nos EUA'.
Em Washington, o advogado da Bayer, Paul Clement, argumentou que a lei federal, por meio das aprovações da EPA, precede as alegações estaduais de falha no aviso. "Um júri no Missouri prescreveu um aviso de câncer que a EPA não exige", afirmou, alertando sobre a responsabilidade esmagadora e danos aos agricultores.
Os nove juízes mostraram reações mistas: Brett Kavanaugh defendeu avisos nacionais uniformes, o Chefe de Justiça John Roberts questionou a capacidade dos estados de destacar riscos emergentes, e Neil Gorsuch investigou a necessidade de conflito direto com a lei federal. A administração Trump apoia a posição da Bayer.
O caso Durnell deriva de uma decisão de um júri de St. Louis, em outubro de 2023, por avisos inadequados de câncer no Roundup, que contém glifosato. A Bayer espera uma decisão que confirme a preempção, proporcionando a 'necessária clareza regulatória' em meio a milhares de processos pendentes.
Esta audiência não é afetada pelo acordo anterior da Bayer de US$ 7,25 bilhões (anunciado em fevereiro de 2026), que resolveu muitas das reivindicações atuais e futuras, uma vez que se refere a recursos como o de Durnell, não abrangidos por aquele acordo.