A FIA procura um voto dos fabricantes de Fórmula 1 para esclarecer as regras da taxa de compressão dos motores de 2026 em meio a preocupações com o design da Mercedes. O chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff, descreveu a controvérsia como uma 'tempestade em copo d'água', enfatizando que sua equipe manteve o órgão regulador informado durante todo o desenvolvimento. A mudança proposta introduziria uma medição adicional em temperatura operacional se aprovada.
O paddock da Fórmula 1 tem discutido a taxa de compressão para as power units de 2026, que os regulamentos limitam a 16:1. O motor da Mercedes cumpre esse limite em testes estáticos em temperatura ambiente, mas atinge uma taxa mais alta em funcionamento, como permitido pelo Artigo C5.4.3 das regras. Essa abordagem, desenvolvida em consulta com a FIA, atraiu críticas dos outros quatro fabricantes de power units. O diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, explicou que o problema decorre da necessidade de esclarecer os regulamentos para alinhá-los à intenção original, estabelecida em discussões de 2022 com os fabricantes. 'Há muitas nuances ao discutir tal assunto, porque há o que os regulamentos pretendem ser, e manter a taxa de compressão em 16:1 era um dos objetivos principais', disse Tombazis à Autosport. Ele enfatizou que nenhum fabricante é acusado de trapaça ou quebra de regras, mas interpretações podem ter esticado o texto. Para resolver isso, a FIA propôs um voto que requer supermaioria: acordo de quatro dos cinco fabricantes de power units, mais FIA e Formula One Management. Os votos devem ser enviados online em 10 dias. Se aprovado pelo FIA World Motor Sport Council, a mudança entraria em vigor em 1º de agosto, adicionando uma medição em temperatura operacional representativa de 130°C ao lado da verificação ambiente existente. Tombazis observou que a implementação no meio da temporada equilibra a justiça, pois mudanças antes do GP da Austrália não eram viáveis, e adiar até 2027 permitiria interpretações não intencionais persistirem. Fabricantes podem modificar motores para cumprir sem cair no sistema de homologação ADUO, embora tais mudanças contem para o limite de orçamento de power units. Ele descreveu os ajustes necessários como menores, envolvendo pequenos milímetros nas dimensões dos cilindros, sem exigir redesign completo. Toto Wolff da Mercedes, falando durante os testes pré-temporada no Bahrein, minimizou o debate. 'Dissemos isso o tempo todo, parece uma tempestade em copo d'água, toda a questão', disse Wolff ao Motorsport.com. Ele estimou o ganho de desempenho em 2-3 cv, contrastando com a alegação de Max Verstappen da Red Bull de uma diferença maior, e afirmou a disposição da Mercedes em se adaptar como 'bons cidadãos' apesar da pressão dos rivais. Tombazis viu o alvoroço como exagerado devido à competitividade do esporte, sugerindo que o tópico não merece meses de atenção.