O CEO da Ford, Jim Farley, compartilhou como desmontar um Tesla Model 3 revelou falhas na abordagem de veículos elétricos de sua empresa. A experiência o deixou perplexo e impulsionou mudanças significativas na estratégia de VE da Ford. Farley destacou o impacto de vieses internos em seus designs iniciais.
Jim Farley, CEO da Ford, discutiu recentemente em uma entrevista à Car and Driver seus primeiros cinco anos liderando a empresa. Ele explicou que, pós-COVID, a Ford reconheceu que não havia projetado seus veículos elétricos corretamente, uma percepção que veio do desmonte de um Tesla Model 3. Farley descreveu estar 'atônito' com as diferenças observadas. O chicote de fios no Mustang Mach-E da Ford era 70 libras mais pesado e 1,6 km mais longo que o equivalente da Tesla. Essa ineficiência decorria do que ele chamou de 'preconceito do motor de combustão interna' que influenciou a engenharia da Ford. Apesar da boa recepção de modelos como Mustang Mach-E e E-Transit, Farley observou que os custos extras os tornavam não competitivos, pois os consumidores não pagariam preços premium. 'Não sabíamos o que se passava nas mentes dos [engenheiros da Tesla]. Mas agora entendemos', disse Farley. 'Eles não tinham preconceito. Nós tínhamos.' Em uma aparição anterior no podcast Office Hours, Farley mencionou se sentir 'humilhado' pelo desmonte. Os 70 libras extras de fios adicionavam cerca de US$ 200 por veículo em custos de bateria, pois exigia mais energia para transportar o peso. Farley também tirou lições de veículos elétricos chineses, como os da BYD e Xiaomi. Em novembro de 2025, ele descreveu desmontá-los como igualmente chocante, revelando problemas semelhantes de peso e despesa desnecessários nos designs da Ford. Como resultado, a Ford separou suas operações de veículos elétricos em uma unidade dedicada para corrigir essas falhas. Essa abertura sobre aprender com concorrentes ressalta uma mudança na indústria automotiva para uma produção de VE mais eficiente.